- Dirigente petista diz que maioria dos militantes potiguares irá votar no candidato do PDT - Tony Blair atacado com ovos durante autógrafo da autobiografia em Dublin - Milhares fazem manifestação em Paris contra expulsão de ciganos pelo governo - Estúdios Marvel e Disney terão uma mesma empresa de licenciamento no mercado brasileiro - Grupo de mídia Clarin vai resistindo aos golpes do governo Kirchner contra a imprensa na Argentina - Blogueira cubana Yoani Sánchez recebe prêmio "Herói da Liberdade de Imprensa" do Instituto Internacional de Imprensa - Jogadores da seleção de Portugal envergonhados depois do empate de 4 x 4 com o Chipre - Torcedores do Atlético Mineiro atendem Luxemburgo e esgotam ingressos para o jogo contra o São Paulo - O atentado de 11 de setembro nos EUA é tema central do filme musical "Clear Blue Tuesday" -  

40 anos de uma Ameaça Elegante



A
longeva euforia nacional com o tricampeonato de futebol no México já havia diminuído nas ruas e quando entrou agosto eu voltei com gosto minhas atenções para os meus heróis de HQ e para as tardes ao lado do meu pai na loja de tecidos do Centro de Natal.

1970 foi um ano mágico em tudo, pelo menos para mim. A editora Ebal caprichara nos tradicionais “almanaques” de férias do Superman, do Batman, do Zorro e de Os Justiceiros. E ainda houve as figurinhas dos craques do Brasil e do mundo na Copa.

Eu tinha 11 anos, fazia o primário no grupo escolar Felizardo Moura, na avenida Mário Negócio, de manhã, e após o almoço pegava um ônibus para o Grande Ponto, para ficar sob a chancela de Seu Luiz Cleodon, o homem das moedas que traziam revistinhas.

Passei agosto inteiro zanzando nas calçadas da avenida Rio Branco, de cigarreira em cigarreira, perguntando pela revista número 1 do Fantomas, promessa da editora Ebal nos informes de segunda capa de quase todas as edições lançadas até ali.

Fantomas era uma espécie de anti-herói, criado no Japão em 1947 com todas as características do personagem brasileiro Garra Cinzenta, obra de Francisco Armond e Renato Silva em 1937 e que provocou plágios pelo mundo afora, inclusive nos EUA.

As TVs Tupi e Record exibiram seus desenhos no final dos anos 60, que fizeram algum sucesso entre meninos do Rio e São Paulo, enquanto minha geração em Natal ainda curtia a dramaturgia do rádio com Jerônimo, o Herói do Sertão, e a Ronda do Fantasma.

Colecionador contumaz de revistinhas de Nº 1, perambulei agosto inteiro em busca do exemplar de lançamento, conforme anunciavam as notícias da Ebal, sempre misturadas com a propaganda e programação das atrações da TV Record e da rádio Jovem Pan.

E como acontece até hoje, não há avião que consiga vencer a distância entre Natal e o mundo, posto que a primeira edição do Fantomas chegou por aqui em meados de setembro, depois do primeiro Karmann-Ghia TC a circular pela rua João Pessoa.

Foi uma aventura comprar a revistinha do Fantomas, já que a cada viagem sem êxito às bancas, eu invariavelmente torrava a moeda que meu pai me dava com picolés Big Milk e Zig Zag, com figurinhas do álbum Olé ou do chiclete Tremendão.

Agosto fez 40 anos do lançamento de Fantomas pela Ebal, mas a data para mim tem sabor de setembro, de primavera com frutos do passado, do ar com cheiro de pipoca e castanha torrada com açúcar na Rio Branco ou do café na calçada da Princesa Isabel.

Tenho comigo, bem conservada, como a memória daqueles dias, a edição de Fantomas e a primeira historinha “O Homem dos Mil Disfarces Conversa com os Magnatas do Mundo”. Calculo seu valor pela possibilidade de ter nela impressões digitais do meu pai.

Ao adquiri-la, lembro-me que o velho vendedor de cortes de fazenda - conhecedor profundo do morim ao tergal, do tafetá ao gabardine – exprimiu um certo conhecimento dos mimos gráficos que me ofertava. Achou Fantomas diferente das demais figuras.

É que na primeira aventura, escrita por Guillhermo Mendizábal e com desenhos de Ruben Lara Romero, o herói chamado de “A Ameaça Elegante” já emitia opinião sobre o fim do petróleo e a necessidade de uma energia alternativa para mover o mundo.

A história começa em Paris, com o seqüestro do professor Vert, que inventara a pastilha Vertina que dissolvida em água gerava combustível para automóveis e motores. A invenção era quase igual a do mossoroense Nicanor, com a participação da pastilha.

Fantomas salva Vert das mãos dos bandidos e sugere uma sociedade comercial para oferecer aos maiores industriais do petróleo um negócio que envolvia o uso da invenção com pagamento de royalties por 25 anos. Parecido com esses papos de Copa 2014.

Belo e contemplativo era o traço que compunha a figura de “Gêminis”, a gostosa secretária do Fantomas, integrante de uma equipe que tinha ainda o professor Semo, o robô sentimental C-19, o escultor Lindsay e o Dr. Weichmann.

Sempre que eu comprava uma edição Nº 1 de qualquer dos meus super-heróis, exibia aos amigos da rua Mário Lira como um grande troféu ou um tesouro descoberto. E também ao meu irmão, que naquele setembro desprezou minha compra. Estava triste com a morte do Jimi Hendrix.


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Isto é São Paulo



S
ão Paulo sempre foi um país dentro de outro. O maior estado do Brasil, cuja capital é uma das maiores e mais desenvolvidas do planeta, é uma ilha de progresso, de oportunidades e de contrastes, como qualquer megalópole do primeiro mundo. Mas nenhum outro canto do Brasil oferece mais chances de mudança de vida para o povo. 

No contexto geral, a terra dos bandeirantes, de Carlos Gomes, de Cândido Portinari, de Mário de Andrade, de Adoniram Barbosa, de Mário Covas, de Rita Lee, de Tarsila do Amaral e tanta gente boa, é, de longe, o melhor e mais abrangente lugar do Brasil, que tem os índices mais avançados em quaisquer atividades econômicas e culturais.

Por coincidência, São Paulo tem sido ao longo das poucas décadas de democracia no Brasil um foco de resistência eleitoral aos avanços ideológicos e fisiológicos do PT e toda a cambada de corruptos que hoje se locupleta no poder em torno do messianismo caboclo do presidente Luiz Inácio e agora também sua versão feminina de Pinóquio.

Quando comparamos São Paulo com o resto do País, fica evidente um abismo sócio-econômico separando o estado e sua capital da miséria e das melhoras ilusórias e temporárias que anestesia o senso crítico das pessoas de outras regiões e estados da Federação. O que poucos sabem é perceber como São Paulo tem ganhado evitando governos petistas.

Peguemos o exemplo de um dos grandes libelos que vem destruindo o tecido social brasileiro, a violência urbana, com suas garras afiadas numa rede de corrupção estatal, cumplicidade de agentes políticos com quadrilhas e infiltração de parasitas sindicais nas instituições e repartições públicas dos governos federal e estaduais.

Leiam abaixo o que diz o economista Ricardo Amorim, comentarista do programa Manhattam Conection (GNT) e colunista do site da revista IstoÉ. Eis o que São Paulo ganha por não votar no PT:

"Em junho, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes caiu abaixo de nove, 18% menos do que um ano antes. Em relação aos mais de 64 mortos em cada 100 mil paulistanos no ano de 1999, a queda foi de mais de 85%. Há dez anos, um habitante de São Paulo tinha 600% mais chance de ser assassinado do que um de Nova York. Hoje, a probabilidade é menos de 50% superior à americana.

Em todo o Estado de São Paulo, a taxa de assassinatos também ficou abaixo de nove por 100 mil habitantes, 70% inferior aos níveis de 1999, poupando 48.674 vidas desde então. No caso das mulheres, a violência caiu a níveis menores ainda. Em mais da metade dos cerca de 2.400 municípios brasileiros nenhuma mulher foi assassinada nos últimos cinco anos.

Por que a redução dos homicídios? Há razões específicas, como a melhoria do aparelhamento policial, o fechamento de bares e a proibição da venda de bebidas em determinados horários. Há também razões econômicas e demográficas. O bom desempenho e a forte geração de empregos têm reduzido a oferta de “mão de obra” para a criminalidade".



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Augusto Nunes, na Veja:


A candidata, o ministro, o contador bandido
e o dialeto dos condenados à impunidade
 

A candidata Dilma Rousseff afirma que não encomendou dossiê nenhum contra José Serra, muito menos o estupro do sigilo fiscal da filha do adversário. “Se alguém fez alguma coisa errada, não tenho nada com isso”, vem repetindo.

Ela alega que não pode controlar a movimentação no comitê de campanha, como ficou claro no episódio do programa de governo que rubricou e assinou, mas não leu. “Me pediram rubrica”, já explicou. “Rubricar é rubricar e eu rubriquei”.

O contador Antonio Carlos Atella afirma que não fez nada de errado ao consumar o estupro do sigilo fiscal de Verônica Serra com a procuração que apresentou à Receita Federal. “Não faço a menor ideia de quem encomendou o serviço”, vem repetindo.

Ele só lembra que os interessados tinham pressa e que o documento lhe foi entregue pelo office-boy Ademir Estevam Cabral.

Se a candidata não controla o tráfego no comitê, sobretudo em seus subterrâneos, o contador alega que não pode controlar a movimentação da papelada que despacha diariamente: “Pediu, estou tirando”, já explicou. “Se pedir de quem quiser eu tiro, e a Receita tem que entregar”.

O Fisco já foi mais cuidadoso na lida com gente assim. Entre outros pontapés nos códigos legais, o alentado prontuário de Atella informa que o portador já foi pilhado em flagrante usando quatro CPFs ao mesmo tempo.

Dilma promete processar José Serra pelo que anda dizendo no horário eleitoral. “Estou sendo ofendida na minha honra”, recita. Atella promete processar jornais e revistas que andam divulgando notícias sobre as enrascadas em que se meteu. “Estou sofrendo danos morais”, declama.

A candidata jura que não teme perder, em consequência do escândalo, a liderança nas pesquisas eleitorais. O contador tem certeza de que não perderá o direito de ir e vir.
(Ficou mais confiante nesta sexta-feira: depois de um depoimento de cinco horas na Polícia Federal, não foi sequer indiciado.

Os sherloques querem ouvir com urgência Verônica Serra. A conversa com a vítima da violação com motivações eleitoreiras lhes parece mais urgente que, por exemplo, o interrogatório de evelações de Otacílio Cartaxo, secretário da Receita Federal).

“Não existe sistema inviolável”, disse nesta tarde o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Pode ser. Nos países que não se assemelham a um clube dos cafajestes, contudo, os autores do crime vão para a cadeia e funcionários públicos relapsos ou cúmplices, como Cartaxo, são demitidos.

Não é o caso do Brasil, confirma o contador. “Todo mundo aqui está passível de ter a vida investigada”, ensina Atella. “Esse é o Brasil dos f.d.p.”


Nesse Brasil, como comprovam as frases entre aspas, uma candidata à Presidência, um ministro da Fazenda e um especialista em maracutaias fiscais falam a mesma linguagem. É o dialeto dos que se consideram condenados à impunidade. (AN)



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Como ler a faixa de notícias



S
empre que você estiver navegando aqui no Blag,
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acompanhar as notícias rápidas que rolam na
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estão sempre se atualizando para você.


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Futebol na Europa



S
exta-feira gorda de futebol no continente europeu
com as disputas por vagas nas eliminatórias da
Eurocopa 2012, a ser realizada simultaneamente
na Polônia e na Ucrânia. Veja abaixo os jogos de
hoje, 3 de setembro:

Bélgica X Alemanha
Inglaterra X Bulgária
Liechtenstein X Espanha
San Marino X Holanda
Estônia X Itália
Suécia X Hungria
França X Bielorrússia
Portugal X Chipre
Cazaquistão X Turquia
Andorra X Rússia
Romênia X Albânia
Islândia X Noruega
Eslováquia X Macedônia
Lituânia X Escócia
Eslovênia X Irlanda do Norte
Ilhas Faroe X Sérvia
Armênia X República da Irlanda
Luxemburgo X Bósnia
Moldávia X Finlândia
Letônia X Croácia
Grécia X Geórgia
Montenegro X País de Gales


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Os Arnaldos e os caranguejos



A campanha eleitoral de 2010 prossegue com suas promessas no guia eleitoral da TV e com o apertar de mãos e tapinhas nas costas pelas ruas de Natal e interior do RN. Aqui e acolá, me deparo com um candidato expondo a melhor das teses sobre sua vitória.

Se for levar a sério a contabilidade eleitoral de alguns candidatos, será preciso aumentar o número de cadeiras na Assembléia Legislativa para 96 e na Câmara Federal para 16. Sem contar um aumentozinho de mais duas poltronas no plenário do Senado.

Ninguém nessas horas é mais otimista do que candidato – coisa que nem se pode criticar, afinal é imprescindível confiança. Mas, sinceramente, há postulantes por aí viajando não apenas em carros Pajero, mas também na boléia de muita maionese.

Já vi figuras calculando votos que nem se ele acumulasse quatro campanhas iria conseguir tanto. Há aqueles que fazem um arrodeio no raciocínio para que a gente acredite que ele disputa uma última vaga, talvez uma suplência. São os humildes.

Tantas conversas mirabolantes, tantos devaneios, me remetem a um fato verídico que ocorreu em Natal nos tempos em que a força populista de Aluizio Alves e Dinarte Mariz pintavam casas, almas e urnas na dicotomia do verde e do encarnado.

Quem me contou foi Ticiano Duarte, a historiografia ambulante do RN, sempre abrilhantando as diversas confrarias de Natal com suas narrativas ricas em detalhes, fruto de uma memória prodigiosa que guarda a História política e social do estado.

Djalma Maranhão era o prefeito amado da capital, vivendo a popularidade que até hoje os ocupantes do Palácio Felipe Camarão sonham conquistar, mas quase sempre saem de lá descascados por equívocos, trapalhadas e muitas vezes rejeição generalizada.

Natal não tinha ainda os famigerados líderes comunitários, esses arremedos de vereador com suas pastinhas coloridas de elásticos carcomidos por dedos ágeis em contar trocados. Mas havia as figuras com referência nos bairros, eleitores quase Vips.

Era o caso de Arnaldo, proprietário de um bar no bairro das Rocas, em verdade uma casa de pasto intitulada “Caranguejada do Arnaldo”, sortida no famoso crustáceo das marés e na freqüência de clientes, dos vizinhos mais simples até ao próprio prefeito da capital.

Um dia, já animado nos comes e bebes do lugar, Djalma Maranhão acabou por exagerar nos elogios à popularidade do dono do bar. “Arnaldo, rapaz, você tem tudo para ser um vereador, por que não tenta uma disputa?”. Pronto! Aquilo foi o bastante.

Não demorou nada para Arnaldo perceber entre as moscas do ambiente uma de cor azulada a sobrevoar-lhe o cenho. A partir daquele instante, como seus próprios caranguejos, Arnaldo se encheu de pernas e iniciou a luta para ser vereador.

O primeiro aprendizado ele tirou de letra: passou a servir pratos de cortesia para uma legião de eleitores que aumentava a cada dia. Só foi complicado enfrentar a mulher, que não via com bons olhos aquele festival de comida grátis no ganha-pão da família.

Sempre que justificava aquilo como um investimento eleitoral, a esposa resmungava apenas “Arnaaaaldo!”, com um semblante entre descrença e preocupação. O movimento cada vez maior na boca-livre dava mais corda de caranguejo ao candidato.

Não tardou a contar o sucesso para o pseudo padrinho do seu projeto político, o prefeito Djalma Maranhão, que quando soube dos custos da campanha passou a repetir o mesmo “Arnaaaaaldo!”, só que num ar entre incredulidade, ironia e arrependimento.

Foram muitas as vezes em que Djalma, na tentativa de desmanchar a candidatura, alertava o homem dos caranguejos para a besteira que estava fazendo. E sempre repetia “Arnaaaaaldo!”. Mas Arnaldo, nem aí, a distribuir suculentos almoços nas Rocas.

Evidente que ao abrir das urnas ficou bem claro que a maré de votos não estava para Arnaldo. A candidatura, assim com o seu orçamento familiar, tinha andado nos passos dos caranguejos. A decepção tomou conta da vida do ex-quase-vereador.

Passaram-se poucas semanas e um dia Arnaldo faleceu. Os amigos do prefeito Djalma chegaram a fazer humor negro acusando-o de culpado indireto pela morte de Arnaldo. O fato ou causo é mais que ilustrativo na presente campanha de 2010 no RN.

E agora, cada vez que um candidato que eu imagino sem chances me expõe os motivos da sua vitória, me dá uma vontade enorme de alertá-lo do perigo, dos passos de caranguejo numa campanha. Fico numa perna e noutra querendo dizer “Arnaaaaldo, se toque, rapaz!”.


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A princesa de langerie


Treza anos depois da morte de Lady Diana, sua imagem e
carisma continuam provocando debate e interesses mundiais.


A princesa do povo britânico agora é garota propaganda de
uma marca de roupas íntimas fabricadas na China e os anúncios
da campanha publicitária estão gerando polêmica.

As primeiras peças de divulgação dos produtos mostram
Diana vestida apenas com calcinha e sutiã, tocando contrabaixo
ao lado de uma criança de aspecto também ocidental.

O cartaz foi afixado nas áreas externas do aeroporto Shentzhen,
na China, e o slogan ainda reforça a provocação: "
Sinta a
paixão da realeza britânica
".

"Fui recolher meu equipamento e quando vi o cartaz não pude
acreditar", comentou um tanto indignado o jornalista Sam Salas,
que atiçou a moralidade dos seus compatriotas e advertiu a
propaganda em entrevista no diário Daily Mail.


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Clóvis Rossi, na Folha:


Enjaulem o Leão
Não era preciso uma candidata à Presidência, caso de Marina Silva, dizer que a Receita Federal está fora de controle. Seus próprios funcionários já confessaram o descontrole, embora não tivessem usado a palavra.

Primeiro, foi o corregedor da própria Receita anunciar que se montara um "balcão" de venda de informações do Fisco na delegacia de Mauá. Depois, uma das funcionárias disse à Folha que sua senha havia sido "socializada".

Se ambas as informações não caracterizam descontrole, o que é descontrole então?
Pena que o governo silencie ou atue mansamente. Pena que a oposição só reclame quando algum dos seus é atingido, como se os mortais comuns pudessem estar sujeitos à bandidagem.

É bom lembrar que a Receita só se decidiu a fazer uma investigação depois que os vazamentos chegaram à mídia.

Ou seja, havia uma senha "socializada", mas nenhum chefão da Receita -nem subordinado, aliás- percebeu ou se incomodou.

Significa o seguinte: pode haver "balcões" de venda de sigilo funcionando em muitas outras delegacias da Receita. Pode haver também dezenas ou centenas de senhas "socializadas" por aí.

Esperar que a própria Receita cuide de fechar os "balcões", de acabar com a "socialização" de senhas e de restabelecer o controle é esperar pela chegada de Papai Noel. Corporações agem corporativamente, com perdão pela tremenda redundância. Não investigam a si próprias, protegem-se.

Se alguém quer tratar do assunto realmente a sério, basta lutar para implementar a proposta de outro "insider", Hélio Bernardo, presidente da entidade que representa os analistas tributários da Receita: "A Receita tem que responder à sociedade, daí ser fundamental a criação de seu órgão de controle externo". Bingo. (FSP, 02/09/2010)


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Pensamentos anárquicos



"O patriotismo é o último refúgio dos canalhas"
                                                  (Samuel Johnson)
"O bairrismo é a hemoptise social dos bufões"
                                                  (Armando Nojeira)


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A performance de Yoko Ono


Gozando sério, se a viúva de John Lennon
estivesse num evento cultural em Natal, eu
aposto um prato da merda que chove na
França que a mãe do Sean tiraria do rabo
um crucifixo e ganharia elogios dos blogues
ditos cultos e tais.



Veja o video:

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Pensamentos anárquicos



J
ornalista independente é aquele que milita e
vota no PT, sempre lembrando ao mundo que
o bom jornalismo é o praticado por ele.


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O Mito Branco do Boxe



E
le reinou absoluto numa tribo dominada por negros e jamais foi derrotado. Até morrer, nocauteado num acidente aéreo em Iowa, o boxeador Rocky Marciano só caiu em obras de ficção. Só mesmo um avião para derrubá-lo.

Em 49 lutas da sua fantástica carreira, iniciada em 1947, venceu todas e com 43 nocautes, mantendo-se invicto e campeão do mundo na categoria de pesos pesados entre os anos de 1952 e 1956.

A fronteira entre agosto e setembro é lembrada todos os anos nos EUA, onde seus fãs conseguiram manter o culto através de outras gerações. Rocky, que nasceu Rocco Francis Marchegiano, em 1º de setembro de 1923, morreu na data anterior, em 31 de agosto de 1969.

As glórias no ringue que o mitificaram como o rei branco do boxe, geraram também homenagens no cinema e na literatura. Os jornais e revistas nunca deixaram de publicar seus feitos, mesmo décadas depois da sua morte.

Sua vida e carreira estão no livro “Biography of a First Son”, de Everett M. Skehan, no filme para TV "Rocky Marciano" (1999), no longa “Undefeated: The Rocy Marciano Story”, e nos quatro filmes com Sylvester Stallone, "Rocky".

O apelido, apesar de sugerir um diminutivo do próprio nome, foi herança do pai italiano, que transferiu a força física para o filho. Lutando, Rocky tinha um soco poderoso, mesmo com medidas e peso abaixo de alguns campeões da época.


O sangue italiano não o impediu de ter uma postura tranqüila e um respeito até certo ponto exagerado para com os adversários, beirando a gentileza. Mas quando batia não deixava espaço para compaixão, e se era atingido parecia não sentir a mão do inimigo.


Em 1951 Rocky derrotou uma das maiores lendas do boxe em todos os tempos, incrível Joe Louis, detentor do título dos pesos pesados durante 12 anos ininterruptos, entre 1937 e 1948. Louis foi à lona e quando levantou recebeu um abraço e uma tietagem de Marciano: “sou seu fã”, disse o vencedor.


O mito em torno de Rocky Marciano foi tão instigante, uma espécie de orgulho no espírito dos brancos americanos, que no final de 1968 os EUA pararam para assistir uma luta fictícia entre ele e o maior boxeador da História, o deus dos ringues, Cassius Clay ou Muhammad Ali.


O mundo, já chamado de moderno com a corrida espacial e o advento dos primeiros computadores, nem imaginava que hoje o cinema e a TV pudessem realizar os efeitos e montagens que vemos diariamente, como unir personagens do passado e do presente.


Transmitido em 850 cinemas e ginásios dos EUA, todos apinhados de curiosos, e para dezenas de países por circuito fechado de TV, um torneio de boxe envolvendo os todos os campeões de peso pesado desde o século XIX até aqueles dias.

Pela primeira vez um computador iria programar e realizar os confrontos entre nomes históricos do boxe, desde Jack Dempsey, o primeiro campeão da liga oficial, em 1921, até o próprio Ali, que detinha o título daquele ano e fora um fenômeno das Olimpíadas.

Numa disputa que contava com 16 lutadores, o campeonato dos sonhos começou com a vitória de Dempsey no sétimo assalto sobre Jim Corbett (campeão de 1882 quando o boxe sequer tinha uma liga ou federação estruturadas e legalizadas).


Intervalo comercial (a única coisa real então) e depois John Sullivan, o primeiro campeão oficial da era profissional em que o boxe passou a usar luvas (1888), superou por pontos Jim Braddock, o campeão de 1937 e que ficou famoso como “Cinderela Man”, interpretado no cinema por Russell Crowe em filme do diretor Ron Howard.


A terceira luta teve a lenda Joe Louis enfrentando Jess Willard, o lutador branco que ganhou o título de 1915 em inusitados 45 assaltos debaixo do sol tropical de Havana, em Cuba. Louis venceu por pontos, 13 x 0.


Os EUA estavam prestes a mandar homens à Lua, mas a multidão nos ginásios e cinemas só tinha atenção para a simulação do potente computador, uma máquina quase tão fabulosa quanto o robô B-9 do seriado “Perdidos no Espaço”, sucesso televisivo da época.


No quarto combate, o inglês Bob Fitzsimmons, um dos maiores nomes do boxe no final do século XIX, que atraía para suas lutas fãs como os lendários delegados do Velho Oeste Bat Masterson e Wyatt Earp, venceu Jack Sharkey, o campeão de 1930 e 1933.


Mais comerciais e sobe ao tablado de silício Max Baer, poderoso lutador das décadas de 1920-1930, conhecido pelo bom humor e por ter ficado junto ao leito de um adversário nocauteado até que este acordasse para ouvir seu pedido de desculpas.


Para enfrentar Baer, de acordo com o sorteio do cérebro eletrônico, aquele que iniciou o domínio negro nos ringues, Jack Johnson, “O Gigante de Galverton” e primeira personalidade midiática do boxe na era moderna, imbatível entre 1908 e 1914. Baer venceu por 9 assaltos a 5.


Rocky Marciano foi a estrela do sexto embate, vencendo por pontos Gene Tunney, o campeão de 1931. E no sétimo duelo, Jim Jeffries nocauteia Jersey Joe Walcott no décimo assalto.


Jeffries era um gigante branco de 230 libras, dono do nocaute mais rápido da história do boxe, 55 segundos, que só foi superado quase 80 anos depois por Mike Tyson. E Walcott foi o homem mais velho a ganhar o título dos pesos pesados até o feito de George Foreman, em 1994, aos 45 anos.
 

Na oitava e última luta de fantasia das quartas de final, Cassius Clay, que adotara em 1964 o nome islâmico Muhammad Ali, enfrenta o alemão Max Schmeling, um super-campeão dos anos 30 e considerado herói por salvar duas crianças judias das garras do nazismo do seu próprio país. Ali ganha por 10 x 2 assaltos, com 3 empatados.

E segue a Copa do Mundo de Boxe da imaginação com Jack Dempsey e John Sullivan abrindo as quartas de final. O segundo beija a lona no sétimo assalto e Dempsey avança às semifinais. Rocky aplica um nocaute técnico em Baer no 13º assalto.


Eis que na terceira luta das quartas, os circuitos do computador cospem cálculos e apontam derrota de Muhammad Ali para Jim Jeffries por 7 assaltos a 5 e com 3 votos de empate. Até hoje o maior boxeador de todos os tempos protesta da ficção.


Ainda bem vivo naquele ano de 1968, Joe Louis também reclamou do juízo da incipiente informática que decretou sua desclassificação na semifinal diante de Jack Dempsey, por 10 assaltos a 2.


No duelo de brancos, Rocky Marciano supera Jim Jeffries por nocaute técnico no 14º assalto e avança para a decisão contra Dempsey. O mito de vísceras e músculos italianos vence por nocaute quando a luta estava praticamente empatada e Rocky já tinha lambido o chão seis vezes.


Quem assistiu aos quatro filmes da saga de Sylvester Stallone, viu o romance a partir de uma vida real que misturou-se com a lenda. No quarto longa da série “Rocky”, que teve anexado o termo “Balboa” no título, há menção a um confronto simulado entre Marciano e Ali, em 1969.


Rocky estava prestes a completar 46 anos, curtia a aposentadoria e teve que livrar-se de 20 quilos para participar das gravações com Ali, então com 26 anos naquele instante fora dos ringues por se negar a lutar na Guerra do Vietnã.


Usaram quatro câmeras para editar os movimentos dos dois pugilistas, que capricharam na dureza dos golpes simulados. Marciano usava uma peruca para rejuvenescer. Gravaram sete desfechos para que nem mesmo os lutadores desconfiassem do resultado.


O vídeo, intitulado “A Superluta”, termina com a vitória de Rocky Marciano, que detonou um Muhammad Ali preso às cordas do ringue, sem qualquer saída para escapar da fúria do leão branco. A estréia da fita aconteceu duas semanas depois, mas Rocky não viu. Estava morto.


Estivesse entre nós, hoje completaria 87 anos.


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Um filme da Cruz Vermelha


Vejam abaixo a beleza do VT para a Cruz Vermelha
da Catalunha. Direto e emocionante, sutil e impactante.
Uma peça que redime um pouco a função comercial e
mercantilista da atividade publicitária.


Veja o video:

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O Orange papa-jerimum


Um dos mais populares personagens do YouTube
ganhou uma versão em português e se inseriu na
eleição para senador do Rio Grande do Norte.

Vejam o bate-papo entre "Laranja-Rainha" e
"Laranja Vermelha" tramando estratégias e golpes
eleitorais contra os adversários.


Veja o video:

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Bye, bye (Jornal do) Brasil



A
última capa do Jornal do Brasil, na edição desta terça-feira, 31 de agosto de 2010, quando um dos mais longevos e importantes veículos de imprensa da América Latina deixa de circular em sua forma tradicional, de papel, e passa a existir apenas na linguagem da internet.


Durante décadas, o JB formou e informou gerações no Brasil, oferecendo em suas páginas os textos dos maiores nomes que já militaram na mídia impressa, desde os mais renomados jornalistas até grandes intelectuais e personalidades da vida política, cultural e social do País.


Eu guardo para sempre dois momentos distintos da minha relação com o "velho JB", termo carinhoso com que minha geração se referia ao diário carioca: o primeiro no final dos anos 1970, ali na fronteira entre a ditadura militar e a Anistia do governo João Batista Figueiredo.


Boa parte da juventude de então se envolveu na luta pela conquista da democracia, com participação nos movimentos estudantis e na formação dos novos partidos políticos que surgiam, como o PDT, PT, PSB, a repaginação do antigo MDB e o retorno do PCB e PC do B, ambos saindo da clandestinidade imposta pelo regime militar.


Tinha o sabor de um ritual, um misto de lazer cultural e reforço escolar, aguardar durante horas, na calçada do antigo Cine Rex, na histórica e sortida Banca Tio Patinhas, a chegada dos jornais do Rio e São Paulo, vindos empacotados do aeroporto, no começo da tarde.


A informação em velocidade reduzida, consumida com mais de meio dia de atraso em relação à circulação dos jornais em seus estados de origem. Desamarrar aqueles barbantes já não era missão apenas dos donos da "cigarreira" (assim se chamam as bancas de jornais no Nordeste).


Cada um de nós, quase todos revolucionários em botão, se antecipava ao ato de cortar os cordões para desembrulhar os pacotões, opostos em tudo dos famosos "pacotões" ditados pelos ministros econômicos do governo. Estudantes e intelectuais se dividiam entre os títulos ali amontoados ainda na calçada, bem antes de serem arrumados no balcão externo da banca.


Uns pegavam a Folha, outros o Estadão, mais outros o Correio Brasiliense ou a Tribuna da Imprensa, sem falar dos leitores-militantes que ali corriam para adquirir exemplares dos chamados  jornais engajados, tipo O Movimento, Em Tempo, Causa Operária e também O Pasquim, que só tinha engajamento com o humor anárquico.


Eu e alguns outros colegas de geração só tínhamos olhos e expectativa para o Jornal do Brasil, recheado de belos textos e reportagens bem elaboradas sobre tudo, de política a futebol, de cinema a variedades, um conjunto editorial bem ambientado na moderna reforma comandada pelo mestre Alberto Dines anos antes.


Líamos o JB com o mesmo apetite que depois sorvíamos umas cervejas nos bares do Grande Ponto ou a sopa da Lanchonete Chapinha, ao cair da tarde. E levávamos o exemplar para casa com um ar de quem adquirira um souvenir de luxo para exibir aos vizinhos sem hábito de leitura.


Meu segundo momento com o JB aconteceu entre o final dos anos 90 e meados dos anos 00, até mais ou menos 2004, dois períodos marcados pela saída de Alberto Dines da direção de redação e a promoção de Augusto Nunes ao mesmo cargo.

Entre ambos os períodos, eu tinha uma ponte na redação, uma atenciosa editora de "geral", que sabia do meu contato com Nunes, à época um colaborador do meu site Sanatório da Imprensa.

A gentileza de Augusto Nunes foi o que transformou o antigo garoto que amava os Beatles, os Rolling Stones e o JB num colaborador assíduo do jornal. Publiquei alguns artigos nas páginas históricas do "velho JB" que tantas vezes na juventude esperei para folhear.

Ali começaram os primeiros contatos com leitores de fora do RN, que passaram a acessar o Sanatório em busca de colunistas de peso: Zuenir Ventura, Lula Vieira, Zevi Ghivelder, Braulio Tavares, Neumanne Pinto, Gaudêncio Torquato, Juca Kfouri, Ipojuca Pontes, Olavo de Carvalho e o próprio Augusto Nunes.


E tinham os talentos potiguares, figuras como Heraldo Palmeira, Franklin Jorge, Augusto Ariston, Laurence Bittencourt, Rodrigo Levino, Mário Ivo, Graco Medeiros, Roberto Medeiros, Jener Tinoco, Casciano Vidal, Taumaturgo Rocha, Dalton Medeiros, Larissa Borges e outros que um arremedo de Alzheimer impede a lembrança.


Nas páginas do JB publiquei textos abordando a invasão do Iraque, a arte de Gaudí, a disputa Serra x Lula, a fértil produção musical de Paulo César Pinheiro, num paralelo com a genialidade de Câmara Cascudo, e alguns outros sobre cinema e cotidiano.


Hoje, 31 de agosto de 2010, circula a última edição em papel do Jornal do Brasil, que passa a relacionar-se e interagir com os leitores apenas na versão eletrônica pela internet. Há um sentimento de perda como quando nos despedimos de entes queridos, de pessoas que amamos.


É que os jornais, assim como livros, parecem nos impor a impressão (e aqui o trocadilho é involuntário) de que eles têm alma. Por isso essa espécie de choro caligráfico, essa vontade de desamarrar os barbantes do tempo para resgatar a doce aventura de folhear mais uma vez, como quem contempla a imagem de uma paixão que se vai.



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The Emmy Awards 2010



As séries de TV Mad Men e Modern Family ganharam o Emmy Awards 2010 de melhores do ano nos segmentos drama e comédia, respectivamente, durante a festa de entrega na 62ª edição do prêmio, no teatro Nokia, em Los Angeles.

Mad Men repetiu pelo terceiro ano consecutivo como melhor série de drama e superou concorrentes como Dexter, Breaking Bad e Lost, considerados pelos críticos os grandes favoritos da noite.

A estreante Modern Family confirmou as expectativas e conquistou o troféu de melhor comédia na TV dos EUA, segmento que desde 2007 era dominado pelo hilariante seriado 30 Rock.

A já consagrada série de humor tem a presença da atriz e modelo colombiana Sofia Vergara, uma espécie de nova namoradinha latina dos americanos, e ficou com seis Emmy, entre eles melhor roteiro e melhor ator coadjuvante para Eric Stonestreet.

Mad Men, que surpreendeu com 17 indicações, teve que se conformar com quatro troféus, como melhor técnica e melhor roteiro de drama, ficando sem nenhum prêmio nas categorias interpretativas.

Em termos absolutos, a minissérie sobre a Segunda Guerra Mundial, produzida por Tom Hanks, The Pacific, ganhou a maior quantidade de Emmy, oito, seguida do filme Temple Grandin, que faturou sete estatuetas.

Entre as surpresas da noite, a vitória de Kyra Sedgwick como melhor atriz de drama por seu trabalho no seriado The Closer, um prêmio que já havia disputado quatro vezes, sem êxito.

Se bem que Jim Parsons escolhido melhor ator de séries de comédia, por seu papel em The Big Bang Theory, também não deixou de surpreender os críticos e telespectadores americanos.

Parsons apareceu entre os indicados como uma zebra, já que a categoria foi vencida nos últimos dois anos por Alec Baldwin, de 30 Rock, e o tricampeão do Emmy, Tony Shalhoub, sonhava ganhar mais um com a série Monk.

A loura Edie Falco ganhou o prêmio de melhor atriz de comédia por sua atuação em Nurse Jackie, o quatro troféu da sua carreira depois de vencer três vezes pela performance em The Soprtanos. Já Bryan Cranston voltou a subir no palco para receber o Emmy de melhor ator de drama por seu trabalho em Breaking Bad, um fato comum desde a cerimônia de 2008.

Apesar de muitos observadores darem como certa a vitória de Elisabeth Moss (de Mad Men) como melhor atriz coadjuvante, foi Archie Panjabi quem finalmente levantou a estatueta por seu papel em The Good Wife, enquanto Aaron Paul levou o troféu masculino por Breaking Bad.

A comédia musical Glee, uma das novidades da TV americana no ano passado e disputava 19 indicações, acabou a noite com quatro prêmios, entre eles o de melhor direção e de melhor atriz coadjuvante para Jane Lynch, surpreendendo a favorita Sofia Vergara.

A grande decepção da festa ficou com o cultuado seriado Lost, que este ano encerrou sua misteriosa trama com uma audiência espetacular em todo o mundo. Com 12 indicações, Lost saiu perdido da cerimônia, sem nenhum troféu.

Os momentos mais emocionantes da glamurosa noitada no teatro Nokia ficaram para a homenagem aos artistas que morreram desde 2009 até agora e para o prêmio especial Bob Hope ao ator George Clooney, por seu trabalho humanitário em favor das vítimas do Sudão, Indonésia e Haiti.

A platéia não economizou aplausos quando um dos mitos de Hollywood, Al Pacino, subiu ao palco para receber a estatueta pelo papel de Jack Kevorkian na minissérie You Don’t Know Jack, que aborda o médico chamado de “Dr. Morte”, praticante de eutanásia em centenas de pacientes.


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Deu na rede Deutsche Weller


Livro anti-islâmico gera
polêmica na Alemanha

Sarrazin e sua obra

Por Richard Connor
Tradução Augusto Valente


A
ntes mesmo de seu lançamento, programado para a próxima segunda-feira (30/08), o livro de Thilo Sarrazin vem provocando ondas de indignação. Com o título Deutschland schafft sich ab: Wie wir unser Land aufs Spiel setzen (A Alemanha se extingue a si mesma: Como estamos colocando em risco o nosso país), o membro do conselho executivo do Bundesbank (Banco Central alemão) redigiu o que o jornal online FAZ.net define como "um dossiê antimuçulmano".

Entre tantas outras generalizações, Sarrazin acusa os membros da comunidade islâmica de se terem se beneficiado muito mais da previdência social do país do que contribuíram para a mesma. Além disso, correligionários social-democratas e a imprensa alemã consideram inequivocamente racista sua afirmação de que a sociedade alemã estaria "emburrecendo" pelo fato de os muçulmanos gerarem mais filhos do que a população "nativa".

"Na Alemanha, um exército de encarregados de imigração, especialistas em estudos islâmicos, sociólogos, politólogos, representantes de associações trabalha de mãos dadas com uma horda de políticos ingênuos, na minimização, auto-ilusão e na negação de problemas", escreve Sarrazin, acrescentando que a política estatal de migração da Europa tem sido "predominantemente anti-histórica, ingênua e oportunista".

Acima de tudo, ele diz querer evitar que os alemães se tornem estranhos em sua própria terra.
O periódico popular Bild antecipou o lançamento de Deutschland schafft sich ab publicando trechos seletos do livro, em seis capítulos. Notório por suas opiniões reacionárias, desde junho último o ex-secretário de Finanças de Berlim vinha ocupando as manchetes alemãs com observações anti-islâmicas.

Entretanto, numa entrevista ao semanário Die Zeit, ele se exonerou de acusações de racismo: "Não sou racista. O livro aborda limites culturais, não étnicos".
Déjà-vu... ou farsa?O presidente da Federação Turca da Alemanha, Kenan Kolat, exigiu neste sábado que a chefe de governo alemã, Angela Merkel, demova Sarrazin do cargo no Bundesbank. Kolat declarou que, com esse livro, ele haveria ultrapassado uma fronteira.

"É o ápice de um novo racismo intelectual, e prejudica a imagem da Alemanha do exterior."
O Partido Verde e A Esquerda apoiam as exigências de Kolat. Os social-democratas (SPD), por sua vez, se distanciaram das afirmativas do correligionário Sarrazin. O chefe do partido, Sigmar Gabriel, classificou-as de "violentas", comentando: "Se os senhores me perguntarem por que [Sarrazin] ainda quer estar afiliado a nós, eu digo que não sei".

Todo o atual episódio ganha um ar de déjà-vu, se não de farsa, quando se considera que, em outubro de 2009, Thilo Sarrazin, então vice-presidente do Bundesbank, causara acalorada polêmica ao distinguir, numa entrevista à revista de cultura Lettre International, entre os "bons" e "maus" imigrantes na sociedade da Alemanha. 

Entre suas afirmações na época constava a de que a maioria dos árabes e turcos de Berlim, por exemplo, não tem "nenhuma função produtiva, a não ser no comércio de frutas e verduras".
 Apesar de veementes exigências de punição, o social-democrata natural do Leste alemão foi apenas destituído de parte de suas funções no Banco Central.


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A loura da batuta



E
la já foi colaboradora do grande maestro Zubin Metha,
dirigiu fabulosas orquestras européias como a Sinfônica
da Rússia e a Royal Filarmônica de Londres, e hoje aos
38 anos é uma das mais importantes regentes do velho
continente, sendo inclusive a primeira mulher a reger uma
orquestra no interior do Vaticano.

A espanholha Inma Shara, nome artístico que substitui o
de batismo Inmaculada Lucia Sarachaga, acrescenta ao
seu grande talento uma presença cênica que encanta as
platéias da boa música. Sua estampa de manequim é
também um atributo admirado por seu imenso público.

Vejam um momento da regência de Inma Shara, numa
apresentação no Peru, executando o tema da saga de
George Lucas, "Star Wars":



Veja o video:

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Nos cordões dos Beatles



Os míticos álbuns “Vermelho” e “Azul”, da eterna banda The Beatles, dois importantes discos que reúnem uma produção que para os fãs resume a importância do trabalho musical do quarteto de Liverpool entre 1962 e 1970, ganharão versões remasterizadas em outubro.

Em comunicado à imprensa, as gravadoras Apple Corps. Ltda. e a EMI Music anunciaram o projeto de lançamento dos dois discos, que deverão chegar aos mercados norte-americano e europeu no dia 19 de outubro.

As duas gravações, editadas pela primeira vez em 1973, pouco tempo após a dissolvição da banda, contêm dois discos compactos com livretos ampliados que incluem os textos originais, fotos inéditas e um novo ensaio escrito pelo escritor Bill Flanagan, executivo da MTV.

A operação de remasterização das duas obras levou as duas gravadoras a convocar os engenheiros de som dos estúdios Abbey Road, os mesmos que no ano passado fizeram trabalho semelhante com toda a discografia dos Beatles.

De acordo com o comunicado à imprensa, a nova antologia manterá a autenticidade e a integridade das gravações analógicas originais, oferecendo aos fãs dos Fab Four a mais alta fidelidade sonora, como numa viagem aos anos em que ocorreram a mixagem.

No disco 1 do álbum “Vermelho” está incluído os hits “Love me do”, “Please please me”, “From me to you”, “She loves you”, “I Want to hold your hand”, “All my loving”, “Can’t buy me love”, “A hard day’s night”, “And I love her”, “Eight days a week”, “I feel fine”, “Ticket to ride” e “Yesterday”.

O disco 2 contempla as canções “Help!”, “You’ve got to hide your love away”, “We can work it out”, “Day tripper”, “Drive my car”, “Norwegian wood”, “Michelle”, “In my life”, “Girl”, “Paperback writer”, “Eleanor Rigby” e “Yellow Submarine”.

O álbum “Azul” contém em seu primeiro disco as músicas “Strawberry fields forever”, “Penny Lane”, “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band”, “With a little help from my friends”, “Lucy in the sky with diamonds”, “A Day in the life”, “All you need is love”, “I am the walrus”, “Hello goodbye”, “The fool on the hill”, “Magic mystery tour”, “Lady Madonna”, “Hey Jude” e “Revolution”.

E no disco 2 estão os sucessos “Back in the USSR”, “While my guitar gently weeps”, “Ob-la-di, Ob-la-da”, “Get back”, “Don't let me down”, “The ballad of John and Yoko”, “Old brown shoe”, “Here comes the Sun”, “Come together”, “Something”, “Octopus's garden”, “Let it be”, “Across the universe” y “The long and winding Road”.

A capa do álbum “Vermelho” é praticamente a mesma fotografia que a banda utilizou no seu disco de estréia intitulado “Please please me”, de 1962, algo que foi retomado para o disco “Azul”, aonde aparecem a mesma postura, mas com alguns anos depois.

Em setembro do ano passado foi lançada a obra completa dos quatro rapazes de Liverpool, remasterizada em estéreo e mono, e que segundo a EMI e a Apple Corps foi o acontecimento musical do ano e se refletiu nas listas de maiores sucessos em todo o planeta.

Com a entrada do novo trabalho no mercado, a partir do dia 19, as duas empresas acreditam repetir em cada canto do mundo o mesmo frisson que arrebatou seguidores de ontem e de hoje dos Beatles. Os dois discos deverão constar nos presentes de Natal de milhares de fãs.

É só aguardar a boa nova.


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A marca da arapongagem



O
s petralhas já destruíram a eficiência
dos Correios, contaminaram a Petrobras,
corromperam a Eletrobras e agora estão
transformando a Receita Federal numa
espécie de "MST" do fisco, invadindo a
privacidade das pessoas.

Só falta impor a logomarca acima.


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