- Dirigente petista diz que maioria dos militantes potiguares irá votar no candidato do PDT - Tony Blair atacado com ovos durante autógrafo da autobiografia em Dublin - Milhares fazem manifestação em Paris contra expulsão de ciganos pelo governo - Estúdios Marvel e Disney terão uma mesma empresa de licenciamento no mercado brasileiro - Grupo de mídia Clarin vai resistindo aos golpes do governo Kirchner contra a imprensa na Argentina - Blogueira cubana Yoani Sánchez recebe prêmio "Herói da Liberdade de Imprensa" do Instituto Internacional de Imprensa - Jogadores da seleção de Portugal envergonhados depois do empate de 4 x 4 com o Chipre - Torcedores do Atlético Mineiro atendem Luxemburgo e esgotam ingressos para o jogo contra o São Paulo - O atentado de 11 de setembro nos EUA é tema central do filme musical "Clear Blue Tuesday" -  

A Imprensa Defensiva



Meu filho caçula tem nome de artista, mas uma cabeça de enxadrista russo e sagacidade de general do exército americano. É um especialista em games de estratégia e não há barreiras e objetivos que ele não supere nas guerras simuladas do Playstation.

Desde que o mundo é mundo que as grandes logísticas de defesa não suportam os ataques constantes e com poder de fogo inesgotável, nem as estratégias corretas de combate. A cidade de Tróia foi invadida numa artimanha grega feita de madeira.

Talvez o maior símbolo de defesa de uma civilização, as Muralhas da China não conseguiram ficar invictas nas trajetórias bélicas das grandes dinastias. Nem mesmo ela resistiu aos exércitos da Mongólia e da Manchúria, apesar da sua grandiosidade.

O impetuoso Alexandre, o Grande, que conquistou impérios com suas infantarias invencíveis, foi derrotado por uma minúscula bactéria que lhe atacou o corpo, desprovido das defesas necessárias para conter tão simplório e invisível inimigo.

Napoleão, o general francês e não o poeta potiguar de Alexandria, conheceu em Waterloo o gosto amargo da derrota e das falhas defensivas que jamais imaginou em seu apogeu militar. E bastou o frio russo para vencer as defesas das tropas nazistas de Hitler.

Os clássicos filmes de faroeste abusaram de exibir as grandes jornadas do General Custer conduzindo sua cavalaria para dizimar os índios americanos. Era um estrategista do bacamarte e da espada. Foi vencido por Touro Sentado e Cavalo Louco na beira de um rio.

Não existe sistema de defesa impecável, nem nas guerras e nem nas batalhas ludopédicas sob os auspícios da FIFA. A defesa perfeita é um mito estatístico alimentado pela mídia esportiva, aquela ironizada no tiro certeiro de Paulo Mendes Campos.

Não é a defesa da seleção brasileira que é intransponível, como todos pensam e decantam. Difícil mesmo de ser superada é a atuação da nossa imprensa boleira que joga no ataque quando se trata de mitificar a zaga verdamarela do técnico Dunga.

Na presente Copa, os repórteres do tipo pacheco vomitam apologias à defesa nacional nas lacrimosas crônicas televisivas, como se a marca de dois gols tomados em quatro jogos fosse uma coisa de outro mundo, um ensinamento de Sun Tzu posto em prática.

Ora, se a zaga dunguista é essa coisa fabulosa, por que não se diz nada da defesa uruguaia, única entre as oito classificadas, vazada apenas uma vez na competição? E Holanda e Argentina, com 100% de aproveitamento e só dois gols nas suas traves?

Qual a diferença entre os dois gols tomados pelo Brasil e a mesma quantidade que passou pelas redes das outras seleções, como é o caso da Alemanha, considerada favoritérrima e também vazada apenas duas vezes em quatro jogos? Mesma coisa a Espanha.

Olhando todos os jogos da seleção brasileira nos últimos doze meses, entre junho de 2009 e junho do corrente, vemos que o time tomou 1 gol do Paraguai, 3 do Egito, 2 dos EUA, 2 do Chile, 2 da Bolívia, 1 da Tanzânia, 1 da Costa do Marfim e 1 da Coréia do Norte.

Não precisa o leitor ter o conhecimento enciclopédico do PVC ou a picardia secadora da Milly Lacombe para perceber que essa "ruma" de adversários que transpôs os paus de Julio Cesar não dá, somada, uma Inglaterra à meia-boca ou uma França jogando com as mãos.

É muito boa a zaga canarinho, reconheço, mas é preciso separar o desempenho descomunal de Lúcio e Juan em seus times de origem dos jogos sob o comando de Dunga. Não é o pachequismo midiático que vai anular os gols que o Brasil já tomou nos últimos doze meses.

E também não estou aqui dizendo que a defesa da seleção é ruim, estou apenas mostrando que os céus de Nova York estão sujeitos aos vôos e ataques terroristas. E se é para endeusar quem tomou 2 gols, junte-se à reza midiática as zagas das outras seleções.


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Como nasce a Jabulani


Veja abaixo todo o processo de confecção
e industrialização da bola oficial da Copa 2010
nos maquinários da Adidas:


Veja o video:

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Deu na Folha de S. Paulo


11 candidatos
Por Fernando Rodrigues

D
ois candidatos nanicos a presidente desistiram da disputa nos últimos dias. Se não houver nenhuma surpresa hoje, data final para escolha de nomes, 11 políticos vão concorrer ao Palácio do Planalto no dia 3 de outubro.

Trata-se de um número grande, mas não recorde. Em 1989, houve 21 postulantes. Na ressaca pós-Collor, só oito se arriscaram. Em 1998, eram 12. Aí veio a verticalização. Os partidos ficaram obrigados a manter coerência entre as alianças nacionais e estaduais.

Em 2002 e em 2006, disputaram o Planalto seis e sete candidatos, respectivamente.
Com o fim da verticalização, a eleição deste ano chegou a ter 13 candidatos pré-lançados.

Nos últimos dias, Mário de Oliveira (PT do B) e Ciro Moura (PTC) desistiram. O PT do B subitamente decidiu apoiar José Serra (PSDB). O PTC estava até ontem à noite prestes a se coligar a Dilma Rousseff (PT) ou a ficar sem nome próprio na disputa.

Embora ainda por razões nebulosas e pouco explicadas, as saídas de Oliveira e Moura arejam a disputa presidencial. Ambos eram nanicos com direito a participar de debates eleitorais na TV e no rádio.

Sem eles, os quatro encontros televisivos programados para o primeiro turno serão melhores -sobram apenas cinco candidatos com qualificação legal para debater. Do ponto de vista objetivo, até agora, só três candidatos têm relevância eleitoral.

Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva (PV). A presença dos nanicos é uma incógnita. Terá de ser analisada com mais ciência depois de meados de agosto, quando começa a propaganda oficial em rádio e TV. Mesmo com poucos segundos de exposição diária, eles fazem barulho.

Em 1998, eleição com número semelhante de nanicos, esses candidatos pouco expressivos tiveram 4,3% dos votos válidos. É pouco para ser eleito, mas neste ano pode ser a diferença entre a eleição terminar ou não no primeiro turno.


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La Paraguaya


Larissa, feliz con Paraguay
E
la chamou a atenção de milhares de torcedores
do mundo ao aparecer nos telões da África com
o celular encaixado na divisa dos fartos seios e
por expressar uma enorme paixão pela seleção
do Paraguai, seu país de origem.

Eis aí a modelo Larissa Riquelme por inteiro, muito
além da visão de um belo decote a esconder o
aparelho telefônico. Se já era famosa nas terras do
nosso vizinho, agora encanta o planeta com as
imagens dos ensaios revelados nas buscas da
Internet. Quem disse que só de Perla e falso uísque
vive o Paraguai?

Larissa é um mulherão completo de originalidade.



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O Freguês sem Razão



O
s fotógrafos e os olhos do mundo postaram-se diante do túnel. Apareceram o juiz e os bandeiras, logo atrás as filas indianas dos jogadores brasileiros e chilenos. De repente a multidão agitou bandeirinhas do Chile e penachos brancos e vermelhos.

O cenário do parágrafo acima tanto serve para o jogo de ontem no Ellis Park Stadium, em Johanesburgo, quanto para o encontro de 1962, no Estádio Nacional, em Santiago. Nos dois confrontos, o trava-língua do chiado dos chilenos chegando cheios de chinfra.

O jornalista Mário Filho, que emprestou postumamente o nome ao maior estádio do Brasil, fez a narrativa daquela semifinal de quase meio século atrás, num texto romanceado e impresso nas rotativas da revista O Cruzeiro, em edição especial.

Ali, naquela Copa que consagraria em definitivo o gênio de Mané Garrincha, a empolgação momentânea dos chilenos de nada serviria para mudar um histórico que remetia a duas décadas antes, quando se iniciaram as goleadas brasileiras sobre eles.

Assim como dois mais dois serão sempre quatro, o futebol da terra de Roberto Bolaño está fadado a jogar uma “boliña” diante dos boleiros do Brasil. Em 1962 como em 2010 estava tudo já escrito para se manter a escrita. O Chile é um freguês sem reação.

Liderados pela balada de um louco, eles acreditavam piamente na quebra do tabu secular e na conquista do título, ao ponto de mais de 30 mil torcedores se articularem pelo Facebook para andarem nus numa passeata no centro de Santiago.

A seleção armada por Bielsa, com jovens atacantes trocando passes numa rapidez de futebol de salão, volantes acumulando a função dos alas e uma defesa formada por pigmeus das historietas de Tarzan, provocou devaneios na pátria de Pablo Neruda.

A histeria torcedora de agora lembrava muito a de 1962, quando automóveis nas ruas de Santiago exibiam adesivos com provocações ao escrete canarinho: “Com Didi ou sem Didi, os faremos fazer xixi”, “Com Vavá ou sem Vavá, os faremos cagar”.

Naquele clima de frear o ímpeto dos então atuais campeões do mundo, foi Garrincha, na sua esperteza analfabeta, quem quebrou o ar desconfiado dos jogadores e até do poeta Thiago de Mello, um dileto e eufórico torcedor que acompanhava a seleção.

“A gente sempre ganha deles”, bradou o anjo das pernas tortas com as palavras certas, provocando as primeiras reações de desafio dos companheiros. O capitão Mauro gritou, “no grito não ganham”, no que foi seguido pelo Premier Nilton Santos, “nem na bola”.

O favoritismo boquirroto do Chile de 62 acabou quando a artilharia de Vavá e Garrincha detonou as traves do goleiro Misael Escutti, como se fosse um quadro profético do bombardeio que pulverizaria o Palácio La Moñeda, dez anos adiante.

Não há uma seleção no mundo que tenha tomado tantas saraivadas de gols do ataque brasileiro como a chilena. Placar apertado com o Chile é quando a vitória se torna magra em dois ou três gols. Eis um futebol especializado em ser goleado pelo Brasil.

O enxerimento de Marcelo Bielsa e seu pelotão liliputiano até que iludiu a nação andina e enganou a mídia mundial. Muitos jornais acreditaram numa zebra sul-americana atropelando uma vítima doméstica. Os espanhóis tinham até motivos apropriados.

Mas, num Brasil x Chile não há espaço para a história repetir-se como farsa, apenas mantém seu imutável curso de tragédia chilena. Na fenda temporal de 48 anos, só pequenos sustos nos pés de Jorge Toro, no passado, e de Jorge Valdívia Toro, no presente. Iguais até de sobrenome.

A seleção brasileira não precisa estar 100% para superar a chilena, tanto faz ter a genialidade de Garrincha e Didi ou o esforço cintura-dura de Gilberto Silva e o apagão técnico de Kaká. Golear o Chile será sempre um resultado marcado pelo destino.

E “El Loco Bielsa”, que perdeu a razão na fé cega de mudar uma escrita, já pode recitar Neruda trocando só uma palavra: “A minha luta é dura / e regresso  com os olhos cansados / às vezes por ver / que a Copa não muda”. Pelo menos pro Chile, não!


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Demitam o mídia



A seleção brasileira vai enfrentar a holandesa na sexta-feira,
pelas quartas de final. Mas nem mesmo este blogueiro secador
foi capaz de antecipar o tropeço da tropa de Dunga como faz
o anúncio publicitário da rede de supermercados Extra, hoje
nas páginas da Folha de S. Paulo e outros jornais.

Vejam acima o rodapé com o título "A I qembu le sizwe sai do
Mundial. Não do coração da gente
". E em letras menores, o
texto que contraria o desejo dos 170 milhões de compatriotas
do Robinho (e mais os 20 milhões que o atacante do Santos
esqueceu): "Na África, no idioma zulu, I qembu le sizwe é
Seleção. Valeu, Brasil. Nos vemos em 2014
".

Das duas, uma ou outra: ou o mídia da agência do Extra fez
a reserva do anúncio errado, ou o departamento comercial
do jornal antecipou um anúncio criado para eventual fracasso
do Brasil diante da Holanda. Que bola fora!


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Qual é a seleção da VISA?


Vejam abaixo o comercial do cartão VISA que está
sendo veiculado nas televisões da Argentina. Bem
diferente daquele que passa nas TVs do Brasil e que
todos os dias até arrepia milhares de bestas que
torcem no ritmo dos anúncios publicitários, sem saber
que a pátria de uma empresa é o lucro. Só.



Veja o video:

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No Real Madrid



O craque argentino Di Maria, que atua pelo Benfica
de Lisboa, já é jogador do time merengue, segundo
anunciou há pouco os jornais e sites da Espanha.

A transferência do atacante, que está na África com
a seleção de Maradona, foi fechada pelo valor de

€ 25 milhões. Di Maria tem 22 anos e ficará no Real
Madrid, em princípio, por seis temporadas.



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O medo espanhol


Las mejores imágenes del Brasil-Chile
Diferente da imprensa da Argentina, que sempre
dá um jeito de encontrar defeitos na seleção do
Brasil quando esta vence uma partida, a mídia da
Espanha deixou transparecer um temor para um
eventual duelo nas semi-finais da Copa.

Na capa do seu portal, o diário esportivo AS, um
dos mais vendidos em Madrid, estampou fotos dos
jogadores brasileiros e uma manchete com um ar
de aviso para o técnico Vicente del Bosque:
"O Brasil assusta".
Mas logo abaixo, o comentário de Dunga:
"No entanto, temos que melhorar".


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O encargo dos comissionados



Quando o general João Figueiredo incorporou o príncipe regente D. Pedro I e bradou do seu cavalo que a democracia no Brasil retornaria de qualquer jeito, inclusive se precisasse prender e arrebentar, o país prenhe de liberdade berrou pelas eleições diretas.

A campanha eleitoral de 1982, com o povo conquistando o direito de eleger os governadores, apresentou uma novidade: a presença do recém-fundado Partido dos Trabalhadores, uma legenda levada nas costas por intelectuais, artistas e estudantes.

Na primeira vez em que lançou candidatos em todas as esferas, exceto para presidente da República, que só viria em 1989, o PT logo tratou de subverter os vícios da cultura eleitoral dos chamados “partidos burgueses”, em destaque o PDS, o PTB e o MDB.

Primeiramente, a nova legenda - com estatuto e programa de orientação socialista nos moldes das pregações de Lênin, Trotski e seus satélites europeus e latinos, como Gramsci e Che Guevara – tratou de inovar inserindo pessoas comuns na política.

Os primeiros candidatos do PT nas primeiras campanhas em que disputou eram pessoas originárias dos chamados movimentos sociais, mesmo quando tais organizações só representassem uma dúzia de abnegados ideológicos. Era o povo contra os medalhões.

No RN, o partido enfrentou as candidaturas de Aluizio Alves, o mito que retomava os direitos políticos cassados pela ditadura, e de José Agripino, o jovem engenheiro que havia recebido Natal como experiência administrativa para seguir a carreira política.

Em acaloradas e às vezes folclóricas discussões, o PT escolheu por sufrágio livre e direto um jornalista para ser candidato a governador e um trabalhador rural para disputar o Senado, respectivamente Rubens Lemos e Eliziel Barbosa, lá de Montanhas.

A esquerda brasileira, liderada pelos petistas, construiu ao longo de três décadas um discurso corrosivo contra a velha prática das elites em ocupar o poder público e os partidos com nomes de suas oligarquias e dos grupos empresariais que as sustentam.

A representação maior dessa relação de locupletamento tem sido ao longo das eleições brasileiras a figura dos candidatos a vice, em cargos executivos, e a suplente, nas funções legislativas. O vice é sempre um cara cheio de dinheiro e sem votos.

Militantes de PT, PSB, PC do B, PPS, PSol, PCB e outros pês do espectro esquerdofrênico nacional declaram e escrevem, invariavelmente, condenando a presença financista dos vices e suplentes que “patrocinam” as candidaturas das “elites”.

Desde os parentes dos barões do café, passando pelos usineiros, empreiteiros, industriais e comerciantes de toda espécie, os vices e suplentes dos partidos da chamada “direita” estiveram na mira dos valentes militantes que professam o esquerdismo.

Mas bastaram algumas experiências administrativas, suficientes para romper o prepúcio da inocência planejada, para as esquerdas – principalmente o PT – exibirem ao Brasil uma fabulosa capacidade de imitar as velhas práticas tantas vezes combatidas.

Críticos ferozes das homologações de empresários e outros endinheirados como suplentes ou vices das agremiações ditas conservadoras, os novos arautos da modernidade estão mudando o perfil das escolhas, mantendo o pecado que condenam.

A nova moda na composição das chapas eleitorais dos partidos da decantada bancada lulista é emplacar nas suplências senatoriais e nos cargos de vice-governador a figura emblemática dos “arrecadadores”, figuras especializadas em transformar verba pública em lucro privado.

De Norte a Sul do Brasil, do Oiapoque ao Jiquí, as legendas de esquerda posam de moralistas ungindo nas convenções partidárias os companheiros de chapa dos seus líderes, todos nas mesmas características da direita: sem voto, mas com dinheiro no bolso.

Há somente uma discreta e importante diferença, entre os pregressos usineiros e ricaços que compunham as chapas conservadoras do passado, dos atuais parceiros de palanque dos candidatos “avançados”: os primeiros dispunham dos próprios cofres e não das comissões de até 20% extorquidas dos que prestam serviço aos governos.


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Deu na Folha de S. Paulo


Vazio nos estádios
ultrapassa 200 mil

FÁBIO ZANINI
DE JOHANNESBURGO
RODRIGO BUENO
ENVIADO ESPECIAL A DURBAN


M
ais de 200 mil lugares ficaram vazios na primeira fase da Copa, o que representa dois Maracanãs e meio ignorados pelos torcedores.
A segunda fase não começou muito melhor.

Anteontem, em Port Elizabeth, o público de Uruguai x Coreia do Sul pouco passou de 30 mil, ou 72% da capacidade da arena.
Em Rustenburgo, 1.700 ingressos ficaram ociosos para Gana x EUA. O desaparecimento de milhares de torcedores intriga a Fifa desde o início do torneio.

A entidade tenta vender a justificativa de que, na maioria dos casos, são pessoas que compraram ingressos e resolveram não ir ao jogo.
Mas há outros motivos: o preço alto para os sul-africanos, as falhas de organização (sobretudo o trânsito) e a estranha política de segurar ingressos para empresas e patrocinadores e só colocá-los à venda na última hora, quando já é tarde demais.

Em entrevista anteontem, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, procurou minimizar o fato. "Isso acontece em todo lugar, não apenas na África do Sul. Ocorreu em todas as Copas do Mundo. "Em termos proporcionais, 8% dos assentos não foram ocupados na fase de grupos, mas o número esconde sérios problemas localizados.

Em Bloemfontein, um quarto do estádio ficou vazio, em média, nos cinco jogos lá disputados na primeira fase. Em Rustenburgo, foram 18% lugares não ocupados na primeira fase. O caso de Port Elizabeth, 16% de assentos vazios, preocupa especialmente, disse Valcke, embora sem explicar o motivo.

Uma hipótese é que se trata de uma cidade politicamente importante na África do Sul, capital de uma região que é berço do partido do governo, o Congresso Nacional Africano, e de várias de suas lideranças, a começar por Nelson Mandela. Danny Jordaan, diretor-executivo do comitê organizador da Copa- -2010, também é de lá.

Dos 48 jogos da primeira fase, só cinco lotaram: África do Sul x México (a partida de abertura, no Soccer City), Inglaterra x Argélia e Uruguai x França (ambos na Cidade do Cabo), Argentina x Nigéria (no Ellis Park) e Inglaterra x EUA (em Rustenburgo). Nenhum jogo do Brasil, portanto, embora as arenas tenham tido mais de 98% de sua capacidade ocupada.


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O goleiro suspeito



Em outubro do ano passado, a namorada
do goleiro Bruno, do Flamengo, Eliza Samudio,
gravou em vídeo uma declaração alertando
para o fato de algo ruim acontecer com ela no
futuro. Afirmou que a culpa seria do namorado.

Agora, com Eliza desaparecida há semanas e
com a forte suspeita de que foi espancada e
morta, a Polícia investiga o goleiro do Flamengo,
em cujo sítio há até indícios de que o corpo da
moça tenha sido enterrado.

Imagens do circuito interno do sítio serão analisadas
pela Polícia para ver quem entrou e saiu do local.
Há testemunhos de que quatro homens andaram por
lá com uma Land Rover de Bruno. A tese de que a
garota foi espancada até a morte por eles está
sendo considerada. E o sítio será escavado em
busca do corpo de Eliza, que deixou um bebê de
4 meses, filho do goleiro.


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Argentina x México




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Like a Dunga team



E
le já deu uns pulinhos pelos EUA no  jogo
contra Ghana; e hoje vibrou muito pela sua
pátria, a Inglaterra, diante da Alemanha.

A turba do Twitter está chamando o cara
de pé frio. Ele é pai do Lucas, um garoto
brasileiro, e por isso deve lançar fluídos
nesta segunda-feira em favor da seleção
de Dunga.

Seja, então, o que o Mick Jagger quiser.
Afinal, ele é um deus, pelo menos do rock.


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O matador argentino


Argentina - Mexico en el Soccer City. (Carlos Sarraf)
O abraço paternal de quem já soube demais fazer gols
no atual artilheiro da Copa 2010. Maradona beija Higuain,
que hoje chegou ao quarto gol em quatro partidas.



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Na raça e na classe


Argentina - Mexico en el Soccer City. (Carlos Sarraf)
E Argentina vai fulminando os adversários e seguindo em
frente. A vítima agora foi o México, que perdeu o jogo para
os hermanos apenas no primeiro tempo, quando o toque e
os dribles argentinos definiram a partida, contando também
com o beneplácito da arbitragem que não percebeu o
impedimento de Tevez no primeiro gol, após o passe de
Messi (sempre ele).

Aliás, os gritos da torcida mexicana no Soccer City só
fizeram amplificar a vibração majoritária dos argentinos, que
tomaram conta do estádio. Na pronúncia castelhana dos
mexicanos, parecia até que a louvação era para o craque
maior da Argentina: "Messi Co" era o que se ouvia. Aliás,
uma boa fonética para representar o conjunto do time de
Maradona, que joga como um coral em torno do tenor.

Messi Co. representa muito bem o coletivo da Argentina,
um time que opera como uma empresa gerenciada pelos
passes e toques de Lionel Messi, que mais uma vez usou
seu talento para fazer a bola girar no campo de ataque e
chegar até à finalização dos companheiros. Na torcida
platina, quem se importa que o gol dele não saiu, desde
que continue sendo o melhor garçom da Copa?

Vem aí a final antecipada com Argentina x Alemanha.
Uma pena que uma vai para o aeroporto após o jogo.



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Bombardeio alemão


Miroslave Klose
A filosofia alemã de Karl Marx entrou em
campo e bateu no poste
do ficcionismo de
Shakespeare.

A história se repetindo, desta feita como
tragédia para a Inglaterra, num lance de
fazer justiça à farsa de 1966, quando a
Alemanha perdeu a Copa com um gol
que bateu no travessão e tocou o chão
bem antes da linha do pênalti.

Como se o destino conspirasse para os
alemães, a bola inglesa bateu no travessão
e foi ao chão quase um metro dentro das
traves germânicas. Só que agora o gol não
foi validado, como há 44 anos.

A seleção da Alemanha despachou a da
Inglaterra jogando o mais poderoso futebol
da Copa até agora. Tem tudo para repetir
o que ocorre desde 1954 quase que em
todas as copas: chegar entre os finalistas.

A vitória de 4 x 1 contra os ingleses foi um
repeteco do que ocorreu contra a Austrália,
só que desta vez servindo de aviso aos que
menosprezaram a primeira goleada, talvez
por causa da fragilidade do time da Oceania.

A atual e jovem Alemanha entrou de vez na
competição e com pinta de campeã. Tendo
o artilheiro Klose demonstrando apetite para
igualar a marca de Ronaldo Nazário, com 15
gols em copas. Pelo menos já igualou com o
maior de todos os craques: Pelé.

E isto é muito mais que louvável e suficiente
para meter medo em todo mundo. Até porque
meter medo sempre foi uma faceta do futebol
competitivo do povo alemão.



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No tempo da Motown


Antes dos Jackson Five, e mais antes ainda do
irmão caçula do quinteto disparar nas paradas
da gravadora Motown Records, a usina sonora
do hip hop e do soul rock dos anos 60, a onda
por lá era o lançamento de talentos negros e
principalmente das bandas conhecidas como
"grils groups". Como o trio Martha & Vandellas.
Ouça e veja no vídeo abaixo:


Veja o video:

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A Europeização da Copa



O
s leigos em futebol são aqueles que continuam acreditando que ainda existe um jeito brasileiro de jogar futebol e que se sobrepõe ao jeito europeu, como sempre ocorreu quando Garrincha, Pelé e Tostão davam espetáculo nos gramados dos continentes.

Outro dia, perguntado o que havia mudado na forma de jogar das seleções africanas, o técnico Carlos Alberto Parreira – que apesar dos fracassos é um grande teórico do jogo desde 1968 – disse que a grande mudança foi a ida dos atletas para a Europa.

O que Parreira quis dizer foi que ao atuarem nas equipes européias, inseridos nos organizados campeonatos do Velho Mundo, os jogadores dos países da África adquiriram disciplina tática, noção defensiva e adaptaram a técnica solitária ao coletivo.

O estilo peculiar do futebol europeu, jogado no ferrolho dos zagueiros e no totalitarismo dos volantes, apresentado ao mundo pela primeira vez na Copa de 1954 com algumas equipes como Áustria, Itália, Alemanha e Suíça, fez escola ao longo das décadas.

O futebol-arte dos sul-americanos, que surpreendeu a própria Europa nos anos 20 com os uruguaios, encantou o mundo com os craques argentinos dos anos 40 e consagrou gênios brasileiros a partir dos 50, sobreviveu até o começo da década de 1970.

De lá para cá, houve rebeldias táticas e subversões técnicas em ambos os continentes. Enquanto a geração de Beckenbauer e de Cruijff mudou as fórmulas alemãs e holandesas, Coutinho e Lazaroni tentaram alterar também o estilo brasileiro.

Mesmo com Zagallo e Telê Santana, respectivamente comandantes nas copas de 1974 e 1982, o futebol jogado pelas duas seleções canarinhos já não tinham na aquarela dos passes as cores da arte que consagrou três vezes o Brasil entre 1958 e 1970.

Quando parou de jogar seu futebol de magia, a seleção brasileira amargou 24 anos de fracassos. Quando adotou o sistema defensivo, inspirado nas retrancas européias, só conseguiu duas taças em quase 40 anos de peladas, farsa e firulas inúteis.

A Alemanha ganhou seu primeiro título mundial jogando o futebol do abafa, mas tinha a presença de um craque com manha argentina e drible brasileiro, o gênio Fritz Walter. Ficou 20 anos na secura, até que Beckenbauer, Breitner e Müller arrebentaram em 74.

O que estamos vendo agora na Copa 2010 é o reflexo daquilo que afirmou Parreira sobre os jogadores africanos, só que em âmbito planetário. A europeização, que já tinha atingido o Brasil e a África, firmou-se na Ásia, na América do Norte e até na Oceania.

As seleções estão jogando o futebol europeu clássico, com exceção da Argentina e alguns lampejos no Uruguai, Espanha, Holanda e Chile. No caso do Brasil, difícil encontrar outro time tão europeu. Parece-se a Suíça de agora e a Áustria dos anos 50.

Não vou generalizar, como se em todo o continente europeu o futebol tivesse uma maneira única e obrigatória para todos. Algumas equipes continuam acreditando no passe, como a Espanha e Holanda, e no drible, como Alemanha e Inglaterra.

Mesmo limitados pela cintura dura de alguns atletas, os esquemas de ingleses e alemães não aboliram as tentativas de definição de jogadas a partir dos fundamentos do drible e do passe. O que não faz, por exemplo, a tropa de volantes de Dunga.

Só mesmo o fanatismo de um patriotismo doente ou a ignorância boleira são capazes de não perceber uma abissal diferença de talento entre Felipe Melo e Julio Batista, por exemplo, dos britânicos Lampard e Gerrard, mesmo ainda não tendo acertado na Copa.

Está definitivamente claro que o time do Brasil depende exclusivamente de um dia bom de Kaká, que nos últimos meses ainda não achou esse dia, nem na seleção e muito menos no Real Madrid. Como bem diz o Macaco Simão, “sem Kaká é um kokô”.

Portanto, pelo que se viu até agora nos estádios superfaturados da África do Sul, é uma Copa européia cheia de japoneses. A terminologia “sul-americana” para a classificação de cinco países latinos é meramente geográfica. Só dois jogam na velha e boa escola.

Qualquer resultado no dia 11 de julho, quando a taça subir aos céus pelas mãos de um capitão qualquer, e se por acaso o time campeão não for a Argentina, o Uruguai, a Espanha ou a Holanda, podem fazer a manchete: O Campeão 2010 é da Europa!.


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A Celeste avança



Q
uartenta anos depois da geração de Pedro Rocha,
Mazurkiewicz, Ancheta e Matosas, que levou a seleção
do Uruguai às quartas de final da Copa de 1970, a
Celeste Olímpica repete o desempenho em campos
da África do Sul, vencendo a Coréia do Norte por 2 x 1
e avançando para as quartas da Copa 2010.

Com dois gols de Luis Suarez, o craque matador do
Ajax da Holanda, o time de Fórlan, Lugano e Loco Abreu
espera agora o vencedor de EUA x Gana, que jogam
na tarde deste sábado. Pra quem nunca ouviu falar de
Luiz Suarez, saiba que é o único jogador que marcou
mais vezes que Messi na temporada, e só não levou
a "Chuteira de Ouro" porque o peso da liga holandesa
é menor que as outras ligas européias, o que valeu
para Messi ficar com o prêmio.


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