- Dirigente petista diz que maioria dos militantes potiguares irá votar no candidato do PDT - Tony Blair atacado com ovos durante autógrafo da autobiografia em Dublin - Milhares fazem manifestação em Paris contra expulsão de ciganos pelo governo - Estúdios Marvel e Disney terão uma mesma empresa de licenciamento no mercado brasileiro - Grupo de mídia Clarin vai resistindo aos golpes do governo Kirchner contra a imprensa na Argentina - Blogueira cubana Yoani Sánchez recebe prêmio "Herói da Liberdade de Imprensa" do Instituto Internacional de Imprensa - Jogadores da seleção de Portugal envergonhados depois do empate de 4 x 4 com o Chipre - Torcedores do Atlético Mineiro atendem Luxemburgo e esgotam ingressos para o jogo contra o São Paulo - O atentado de 11 de setembro nos EUA é tema central do filme musical "Clear Blue Tuesday" -  

O dia D em 31/3/1964


Odilon Lopes, o cinegrafista que cobriu o dia em que
os militares tomaram o Poder no Brasil, conta os fatos
daquele dia, que culminou com a fuga do presidente
da República João "Jango" Goulart.

Veja as imagens daquele dia que deu inicio a 24 anos
de regime fechado no Brasil.



Veja o video:

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O olho bionico



O governo da Australia apresentou hoje um prototipo
de um "olho bionico", cujos responsaveis esperam
que seja capaz de devolver a visao aos cegos.

O projeto cientifico, feito por cientistas em Camberra,
teve investimento de 42 milhoes de dolares australianos
(US$ 38,6 mi americanos) e foi considerado um dos
avanços medicos mais importantes deste começo de
seculo, disse o primeiro ministro, Kevin Rudd.

Segundo os criadores, o invento se implanta parcialmente
no globo ocular e foi projetado para pacientes que sofrem
uma perda de visao degenerativa e hereditaria.

O "olho bionico" tem uma minicamera colocada sobre uma
lente, que captura imagens e as envia a um processador
que pode ser guardado no bolso. O dispositivo transmite
um sinal para uma unidade dentro da retina que estimula
os neuronios ainda vivos, que por sua vez mandam as
imagens ao cerebro.


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As inconveniencias das pesquisas



D
urante meses a fio (na linguagem avançada do Brasil atual)
os petralhas e seus aliados festejaram todas as trocentas
pesquisas que indicavam crescimento de Dilma Rousseff
e consolidavam a popularidade do seu chefe, Luiz Inacio.

Mas a credibilidade total, a unanimidade com que as pesquisas
foram aprovadas pela leitura e analises dos petralhas, deixou
de existir quando saiu a ultima realizada pelo Datafolha, em
que Dilma cai e Serra cresce.

Os petralhas trataram de vomitar teses e antiteses para
comprovar o erro e a desqualificaçao tecnica do Datafolha.
De repente, depois de 3 dezenas de aferiçoes, enfim uma
que a choldra do PT nao considera correta.

Todas as demais, com Dilma subindo, valem, menos a
mais recente, com a companheira caindo. O Datafolha
que trate logo de empurrar a ministra pra cima, antes que
perca a importancia conquistada graças, entre outras
coisas, aos muitos petralhas que sempre acreditaram
no instituto paulistano.


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A morte de Marvin Gaye


Vejam o cantor Marvin Gaye ao piano, num teatro da Belgica.
A data de hoje marca com uma tragedia a conturbada vida
em que ja vivia na casa dos pais, inclusive com duas tentativas
de suicidio.
Em 31 de março de 1984 foi baleado pelo proprio pai depois
de mais uma briga. Morreria na madrugada de 1º de abril,
antes de completar 45 anos no dia seguinte.


Veja o video:

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O genio e a musa



Foi num dia como hoje, 31 de março de 1966, que o
craque Garrincha e a cantora Elza Soares se casaram,
em cerimonia realizada na Bolivia.

Dali a 3 meses, ele embarcaria com o time do Brasil
para a Copa da Inglaterra, onde na cidade de Liverpool
seria facilmente batido pelas equipes da Hungria e de
Portugal, numa das mais pifias campanhas brasileiras
em copas, talvez menos ruim apenas que o fiasco de 2006.


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Dois grandes jogos hoje



P
ela Champions League, continua logo mais, 15h30,
a rodada das quartas de final com dois grandes duelos
com Arsenal x Barcelona e Inter de Milao e CSKA Moscou.

As duas partidas tem transmissao ao vivo pelos dois canais
da rede ESPN (Sky, Net e Cabo TV)


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Separadas no nascimento



O pessoal do jornalzinho "O Potiguar", na cidade de Macaiba,
faz humor com a semelhança fisica da prefeita Marilia Dias (PMDB)
e da cantora fenomeno da Internet Susan Boyle.

Veja mais das montagens macaibenses no site do jornal no link
http://www.opotiguar.com.br/noticias/satirando4.html


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Soneto da Grande Partida


Para Armando Nogueira
via seus fãs
Graco Medeiros, Aluizio Mathias,
Chico César, Zeca Melo, Larissa Gabrielle,
Aluisio Lacerda, Rubens Lemos, Ricardo Rosado,
Juca Kfouri, Leilane
Neubarth, José Trajano,
Ricardo Boechat, Arimatéia Fernandes,
Roberto Medeiros,
Hermano Henning, Fernando
Calazans, Jenner Tinoco.
                 Armando Nogueira foi enterrado no São João Batista                     (Foto: Liana Leite/G1)
F
ez do vernáculo um jogo de palavras
em cada frase um clássico construía
da arte-bola fez seu pão de cada dia
e ninguém mais ousou ter a sua lavra

O futebol era a chama que tanto ardia
em cada dia do pulsar da grande área
corria gols no campo das coronárias
de um coração que a todos compreendia

Viu nascer deuses, craques, botocudos
com gentileza a todos deu um conteúdo
no fairplay de cada crônica enternecida

Amou o belo e o feio na arte das esferas
e ao fim do jogo das paixões e das quimeras
partiu pra sempre na última partida.


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Armando Nogueira



N
a foto, de 1966, Armando estimula o filho no jogo de botão e na paixão pelo Botafogo. O Mestre morreu, aos 83 anos. O jornalista que vestiu de poesia o comentário esportivo e deu ao futebol um sentido épico e uma essência literária, teve seu corpo velado no Maracanã, o sagrado templo da arte que tanto louvou.

Dos muitos escribas que tentam gol de letras no branco do papel – físico ou virtual - quase todos tem ou tinham nele um espelho e um entusiasmo. Na impossibilidade de imitá-lo um pouco, bebi no seu AN a assinatura em AM aqui deste espaço.

Devo a um italiano do século XIX e a um inglês contemporâneo o privilégio de ter conhecido e me relacionado, por pouquíssimas horas – infelizmente – com um jornalista e cidadão que foi e será sempre referência como gênio e bom caráter.

Não fossem Timothy John Berners-Lee, o cara que inventou a Internet no final dos anos 80, e Antonio Meucci, o homem que criou o telefone e depois vendeu a patente para o compatriota Graham Bell, jamais teria me aproximado de Armando Nogueira.

Foi no meio de uma resenha e muitas cervejas, no saudoso bar do Restaurante Cuxá, no princípio do ano 2.000, que tive a idéia de organizar um livro em homenagem ao aniversário de 30 anos da conquista do tricampeonato do Brasil em 1970, no México.

Intrigava-me a ausência de obras literárias sobre aquela aventura que o próprio Armando chamou de “epopéia” e que tanto marcou minha geração e outras, além das conexões que aquele histórico momento lançou sobre o futebol e a conjuntura.

Nas primeiras semanas após aquela idéia, já havia convidado e sido bem correspondido pelos melhores nomes do RN, alguns craques do texto que mantinham acesa as chamas da memória que arderam em alegria e torpor uma Nação inteira há três décadas.

Foi aí que entrou em cena um potiguar com cidadania carioca, o caicoense Augusto Ariston, que não só arregaçou as mangas para garantir um lançamento nacional do tal livro, como me estimulou a buscar a participação de nomes consagrados nacionalmente.

Como muitos aqui sabem, o livro saiu um primor, lançado numa bela e úmida noite do Rio de Janeiro, na Livraria Argumento, uma das mais charmosas da cena carioca com seu bar Severino consagrado como point etílico-literário da Marvel City.

Mas tudo só foi possível porque Armando Nogueira respondeu o primeiro e-mail enviado e aceitou apresentar a antologia. Seu trato com a modernidade da informática homenageava as origens em Xapuri, no Acre, devidamente antecedida de um sinal de @rroba.

A presença dele no livro, logo seguida pela de Nelsinho Motta (já contei aqui), funcionou como atração para grandes craques das letras e do jornalismo esportivo. Um terceiro contato, agora pelo telefone, foi feito na agência Faz Propaganda, em Natal.

Até o livro entrar nas impressoras da editora Palavra & Imagem, viajei três vezes ao Rio de Janeiro. Na primeira travei boas conversas com Augusto Ariston, Lula Vieira e Ziraldo, três caras que jamais deixaram de corresponder a um contato meu.

Foi na segunda viagem, acho que em meados de maio de 2001, quando da edição da Bienal do Rio de Janeiro. Só quando o primeiro gole de Coca Cola desceu pela garganta foi que acreditei que estava papeando com ele, numa mesa do restaurante do Palácio do Catete.

Pouco mais que uma hora de um almoço em que o Mestre dividia conversas com amigos, todos devidamente informados que um redator natalense se incorporaria à roda. O olhar dele, ampliados na lente dos óculos, confirmaram que eu o teria apresentando a antologia “Todos Juntos, Vamos – Memórias do Tri”.

O texto é um derrame de emoções de quem testemunhou pelo lado de dentro aquela epopéia de Pelé, Tostão, Jairzinho, Gérson, Rivelino e outros monstros da Jules Rimet, a taça arrebatada com arte e inteligência e derretida com delinqüência.

Jamais poderei esquecer o e-mail enviado com a crônica, que abre o livro sob um título que é histórica e temporalmente preciso: “Junho de 1970”. No final da mensagem, a bondosa ironia dos mestres quando estimulam discípulos: “Meu bom Alex, veja aí se escrevi direito o nome do Mazurkiewicz”.

Ah, grande Armando Nogueira, ninguém mais do que você escreveu direito todos os nomes, todas as glórias e dores do futebol. Considero-te também um deus do grande esporte, e Mané Garrincha é a prova de que você escreveu certo por pernas tortas.


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Os bebês da Evian


Vejam que comercial fantástico e engraçadinho:



Veja o video:

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Lima Duarte - 80 anos


Em 29 de março de 1930 nascia Ariclenes Venâncio Martins,
conhecido em cada pedaço de chão do Brasil como Lima Duarte,
um dos maiores atores da dramaturgia nacional em suas três
vertentes, teatro, cinema e TV.

Abaixo, uma cena antológica de Lima Duarte, no papel do
rude e histriônico Sinhozinho Malta, na novela "Roque Santeiro",
baseada na obra de Dias Gomes, e adaptada por Aguinaldo
Silva. Foi um fenômeno de audiência entre junho de 1985 e
fevereiro de 1986.

Na cena, Sinhozinho expressa a tristeza pelo assassinato
de Ametista, uma vaca da sua fazenda:


Veja o video:

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A musa do curling



Sua seleção, a Escócia, ganhou a medalha de prata
no Campeonato Mundial de Curling, encerrado ontem
com a vitória da Alemanha.

Mas a bela Eve Muirhead, capitã e melhor jogadora
escocesa bem que merece o ouro no quesito beleza
e encantamento. A menina de 20 anos prendeu as
atenções dos cinegrafistas e fotógrafos que cobriam
o evento esportivo.



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Junho de 1970 - agosto de 2001


A crônica abaixo é do Mestre Armando Nogueira,
confeccionada para apresentar a antologia "Todos Juntos,
Vamos - Memórias do Tri", que lancei em abril de 2002,
pela editora Palavra & Imagem (RJ), na Livraria Argumento,
no Leblon.

                            
                                    Junho de 1970
F
az trinta e um anos. Já dá pra dizer que, considerando a vertigem do tempo no esporte, estamos falando de um passado quase remoto. Tinha eu, então, 20 anos de jornalismo e 44 de existência.

Não posso, porém, me queixar das traições com que a roda da vida costuma surpreender minha memória. Lembro-me bem de certos momentos que me ficaram de uma Copa que a seleção do Brasil converteu em epopéia.

Na antevéspera da estréia, chego eu, repórter, à concentração brasileira. O primeiro jogador que encontro é Tostão. Sóbrio, como sempre, ele me dá notícias do olhe recém-operado. Mal consigo fitá-lo. O olho é uma posta de sangue.

O doutor Roberto Abdala Moura, que tinha operado Tostão, me garante, na hora: “Ele vai poder jogar!” Zagallo também andava assustado. Tanto que chegou a levar Tostão pra uma conversa reservada com a Comissão Técnica.

O craque, com a transparência que Deus lhe deu, disse aos homens do estado-maior da seleção: “Eu entendo a apreensão de vocês com meu olho. Estou pronto pra jogar, mas acato a reserva, sem queixas”.
O olho dele tinha sofrido, nos últimos dias, uma súbita hemorragia na conjuntiva.

Felizmente, era coisa superficial. Tostão foi aprovado pela comissão, o que, segundo ele me confessa, hoje, redobraria a sua confiança para jogar a bela Copa que acabaria jogando. Magistral!

O outro episódio que me impressionou deu-se na tarde do dia sete de junho. A seleção tinha acabado de derrotar a Inglaterra, então, campeã do mundo. A partida, nem tão bonita mas sumamente tática, transcorrera como se fosse uma final de Copa.

De um rigor técnico, de um vigor físico, de uma solidez mental realmente incomuns. Na euforia do triunfo, os fotógrafos brasileiros juntaram os jogadores no grande círculo, propondo uma foto da equipe em fila indiana.

Pelé, que estava do outro lado do campo, trocando camisas com Bobby Moore, deu um pique e, quando todos pensavam que a corrida dele era coisa de retardatário, eis que Pelé desmancha a pose, no grito, e reúne o time de novo, mas para uma fotografia rotineira: a defesa em pé, o ataque agachado.

Mais tarde, Pelé explicaria que a formação em fila indiana poderia dar a todos, inclusive aos jogadores mais jovens, a idéia de que a seleção já estava dando uma de campeã do mundo. Pelé assumia, ali, a liderança espiritual da equipe.

Vem o terceiro momento marcante. Clodoaldo estava jogando mal contra o Uruguai, na semifinal, em Gualajara. Zagallo decidiu substituí-lo. Acontece que entre pensar e agir, o técnico é surpreendido por um belo gol de Clodoaldo, empatando a partida: 1 x 1 a poucos minutos do intervalo.

Não teria sido nada bom que o 1º tempo tivesse terminado com vitória parcial do Uruguai. Uruguai, nosso velho verdugo. No vestiário, Zagallo não deu a Clodoaldo o menor sinal de que estava descontente com a atuação dele. Ficou o pensado pelo não pensado...

A final, contra a Itália, perdura na memória dos olhos como o glorioso epílogo de um sonho até hoje por mim tantas vezes sonhado; o indizível corta-luz de Pelé em Mazurkiewicz, o lenço do mesmo Pelé no goleiro checo os volteios de Tostão, enroscando num parafuso o zagueiro Bobby Moore.

Luminoso prelúdio de um gol consagrador: um passe-manteiga de Pelé, o chute cruzado de Jairzinho; mais adiante, a profusão de dribles de Clodoaldo uma tarantela! Destroncando quatro italianos, um atrás do outro; e por fim, a cena da celebração do tri-campeonato, no estádio Azteca, na cidade do México.

Sentado na tribuna de imprensa, maquininha Lettera 22 no colo, eu escrevia, em lágrimas: “E as palavras, eu que vivo delas, onde estão as palavras que não me socorrem na hora de contar que Tostão está sendo asfixiado nos braços da multidão em delírio? No campo, chovia tufos imensos de confete caídos de todos os quadrantes do estádio”.

Foi o mais belo poema épico que meus olhos jamais viram na grande aventura do futebol.

(Armando Nogueira)


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Guerrilha liberta soldado



O
jovem soldado argentino Josué Daniel Calvo foi
libertado no domingo, após quase um ano de cativeiro
em poder dos narcoterroristas das FARC, as Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Antes de partir para seu país, o soldado conversou pelo
telefone com o presidente colombiano Alvaro Uribe,
cujo governo se empenhou na negociação pela sua
libertação. Na foto acima, o momento da chegada de
Daniel Calvo em Buenos Aires.

Nesta semana, ocorrerá um encontro para discutir o
combate ao terrorismo no mundo, com a participação
de representantes de outras nações. Há uma grnade
preocupação com as conexões que começam a
existir entre grupos terroristas de distintas ideologias.

Há pouco tempo, setores da Justiça na Espanha
informaram que terroristas do ETA tinham contato com
os narcoguerrilheiros das FARC. O próprio governo
espanhol acusou o governo da Venezuela de estar
transformando o país latino "num balneário do ETA".


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Terror em Moscou


Abaixo, as imagens do atentado terrorista praticado
por duas mulheres suicidas que explodiram bombas
no interior do metrô da capital russa nas primeiras
horas da manhã de hoje.

Já são mais de 37 mortos até agora e ainda não há
nenhum grupo terrorista assumindo a autoria.
O governo russo vai redobrar as ações de combate
ao terror e o presidente dos EUA, Barack Obama,
enviou condolências ao governo e povo russos,
reafirmando a importância de uma ação permanente
contra o terrorismo no mundo.


Veja o video:

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O Primeiro Maestro



O
s anos 20 do século homônimo podem ser considerados, ilustrativamente, como a reversão das travessias oceânicas européias ao encontro de um novo mundo chamado América. Foi ali que o velho mundo descobriu uma lúdica riqueza dos sul-americanos.

Com os jogos olímpicos de 1924 e 1928, respectivamente em Paris e Amsterdã, a Europa percebeu, atônita, que nas terras do Uruguai se praticava um futebol mais técnico e descontraído. Nem a Inglaterra e a Escócia jogavam bola como os platinos.

O futebol do Uruguai já era então o resultado de uma revolução tática e técnica comandada por um homem só, aquele que a história consagrou como “O Maestro”, e primeiro grande craque do continente, na mais clássica adjetivação do substantivo.

Tudo que os uruguaios jogaram naqueles anos foi conseqüência da mudança de azimute provocada pelo talento e virtuose de um gênio em estado puro. A fronteira entre o amadorismo e o profissionalismo se estabeleceu no nome José Piendibene.

José Piendibene Ferrari apareceu no campo de treino do time do Peñarol em meados de 1908. Era o caçula dos oito filhos de uma família operária do bairro Pocitos, em Montevidéu. Antes disso, era visto como malabarista das peladas de segunda divisão.

O futebol da América do Sul no final do século XIX e começo do XX era um jogo aéreo; a bola atirada pelo goleiro como alfafa para um tropel humano em estágio de rúgbi com os pés. Os zagueiros espanavam e quanto mais alta a bola, melhor o jogo.

Mas em 1904, um dos tantos navios ingleses que ancoravam nos portos latinos trouxe a ao Uruguai, além de engenheiros e equipamentos, um time inteiro de futebol. O Southampton encantou o público com a organização dos jogadores em campo, a disciplina tática e o estilo coletivo de atuar. E mais: a bola poucas vezes ia ao céu.

Piendibene foi um dos muitos jovens uruguaios que presenciaram o jogo do clube britânico, mas o único a assimilar aquela profunda diferença com o futebol praticado nas cercanias montevideanas. E dali a poucos anos, ele estaria mudando a história.

Em 1909, com Piendibene já vestindo a camisa aurinegra e encantando a nação inteira com seu futebol de toques precisos, dribles circenses e potentes e certeiros chutes de longa distância, chegou ao país um escocês que seria pivô da revolução do craque.

Johnny (Juan) Harley tinha apenas 23 anos, mas com sua grande musculatura e a experiência na terra natal, logo se tornou uma referência no Peñarol. Mostrou que o jogo poderia ser mais técnico, menos rude e que a bola tinha que rolar mais tempo no gramado.

Piendibene de imediato reconheceu que tinha alguém semelhante para fazer o espetáculo, e assim passou a comandar com Harley o sistema de jogo do time. A lucidez tática do craque platino foi moldando a forma de atuar de todos. Uma nova era.

Tudo que o futebol mundial viria a assimilar com as adaptações e ensinamentos das décadas vindouras, tanto com a Itália dos anos 30 quanto com Áustria e Argentina dos anos 40, Piendibene ousou aplicar nos chamados “Anos 12” do futebol uruguaio.

Era um jogador magnífico, o primeiro centroavante legítimo da seleção do Uruguai, o maior carrasco da vizinha Argentina até os dias atuais entre os craques da “celeste”, aclamado como “El Maestro” ou como “Divino” por uruguaios e estrangeiros.

Aliás, o primeiro e definitivo apelido foi dado pelo mais importante jogador da Argentina naqueles anos, o capitão Jorge Brown, uma lenda na terra dos mitos da bola. Piendibene mudou o futebol amador e deu o ritmo para a geração olímpica de Andrade.

Poucos tiveram uma carreira tão longeva quanto a dele, que atuou durante 21 anos ininterruptos e mantendo a categoria que lhe consagrou como ídolo número um do país. Foi o craque e herói da primeira Copa América, em 1916, autor do primeiro gol da competição.

Em seu livro “Futebol ao Sol e à Sombra”, o escritor Eduardo Galeano conta o gol de um Piendibene já de chuteira pendurada, em 1926, diante do maior goleiro da Europa, o espanhol Ricardo Zamora, então em excursão com o time do Espanhol.

A jogada épica do gênio ficou preservada na mente dos uruguaios e na História do futebol, com duas fotos ilustrando o grande momento. Até morrer em 1969, Piendibene tinha uma das imagens congelada em moldura e afixada na parede da sua casa.

Na primeira foto, o goleiro pousando em busca da bola, já nas redes; na outra, Zamora cumprimentando a lenda que ele tanto ouvia falar do outro lado do Atlântico. No Uruguai existem dois tempos do futebol: o antes e o depois de José Piendibene.


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Os 10 maiores clássicos do mundo



O
portal da revista Veja -
www.veja.com.br – abriu
um verdadeiro debate virtual com sua lista dos
dez maiores clássicos de futebol do mundo.

Os leitores não param de emitir suas opiniões, com críticas à
relação e sugestões de inclusão ou exclusão de alguns clássicos.
 
A lista de Veja é a seguinte:
1. Celtic x Ranger, o duelo futebolístico e religioso entre católicos e
protestantes há mais de 100 anos.
2. Lazio x Roma, o derby histórico da cidade eterna.
3. Galatasaray x Fenerbahce, uma batalha épica em solo turco.
4. Boca Juniors x River Plate, um clássico na acepção do termo e
que até os ingleses dizem que é preciso ver antes de morrer.
5. Borussia Dortmund x Schalke 04, uma luta que tira do sério
os disciplinados torcedores alemães.
6. Barcelona x Real Madrid, um encontro que nos últimos anos tem
parado o mundo inteiro para assistir.
7. Nacional x Peñarol, talvez o primeiro grande duelo do futebol
sulamericano e que influenciou todo o continente.
8. Olympiakos x Panathinaikos, eis uma odisséia grega digna
dos grandes guerreiros.
9. Estrela Vermelha x Partizan Belgrado, uma verdadeira guerra
de paixão nascida na Sérvia logo após o conflito mundial de 1945.
10. Milan x Internationale, uma disputa que mexe até com a estrutura
política da velha república parlamentarista da Itália.
 

Eu também tenho algumas poucas divergências da lista de Veja.
Na minha opinião, observando também os fatores “espetáculo de
bola, organização, glamour e emoções de arquibancadas”,
o Top Tem mais correto seria, pela ordem:
 

Celtic x Rangers, Barcelona x Real Madrid, Boca Juniors x River Plate,
Manchester United x Liverpool, Galatasaray x Fenerbahce, 
Estrela Vermelha x Partizan Belgrado, Milan x Inter, Nacional x Peñarol,
Chelsea x Arsenal, Lazio x Roma.

E você, leitor, quais os 10 maiores clássicos do planeta, na sua
opinião? Mande sua lista.


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É para se arrepiar mesmo


Um achado do amigo e leitor José Carlos Bezerra.
Vejam do que são capazes os homens comuns das
ruas do mundo.

Enquanto isso, um monte de bosta faturando alto com
baboseiras musicais no Brasil, como Victor & Leo,
Claudia Leite, Chiclete com Banana, Aviões do Forró,
Padre Fábio e tantos outros.

Arrepiem-se, mortais!


Veja o video:

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Dennis Hopper está morrendo



V
eja no video um dos momentos iniciais da carreira do grande
ator que está em estado terminal por um câncer de próstata.

O ano é 1956 e Dennis Hopper - ainda sentido com a morte do
amigo James Dean - contracena com Clint Walker, um mito do
western na época, que interpretava o mocinho na série Cheyenne,
exibida pela rede ABC.

Clint Walker ficou famoso no Brasil ao aparecer nas capas das
revistas em quadrinhos de bang bang. A editora Ebal publicou
uma revistinha chamada Cheyenne, ainda hoje cultuada por
colecionadores.

Dennis Hopper faz o papel de um jovem pistoleiro, chamado de
Utah Kid, tendo sido sua única participação no velho seriado. O
ator que ganhou notoriedade a partir do filme "Easy Rider", de
1969, quando atuou, dirigiu e participou do roteiro, só ganhou
popularidade mesmo dez anos depois, 1979, com uma grande
participação em "Apocalipse Now", do diretor Ford Coppola,
ao lado de monstros como Marlon Brando e Robert Duval.

Hopper nasceu em 17 de maio de 1936, e estreou no cinema em
dois filmes com o amigo James Dean, "Juventude Transviada",
de 1955, e "Gigantes", de 1956. Desde setembro de 2009 que
a vida do astro entrou em convulsão, primeiro com a descoberta
do câncer em estado de metástase, depois com o conturbado
divórcio com sua mulher no começo de 2010.

Dennis Hopper, um dos maiores artistas da história do cinema,
está morrendo, aos 74 anos incompletos. Assim caminha a
humanidade.



Veja o video:

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O Personalismo Partidário



N
enhuma nação supera o Brasil em paradoxos, tanto no plano material quanto no moral. Somente aqui se vê dezenas de milhões de cidadãos acionarem uma linha telefônica para desqualificar alguém por causa de seus gestos e atos numa brincadeira de TV.

Os mesmos 40 ou 50 milhões de bestas, que se revelam indignados com o mau-caratismo de um participante do Big Brother Brasil, não mexem um dedo, não se manifestam contra os abusos que promovem governos liberais ou esquerdistas.

Somos uma sociedade baratinada dentro de uma democracia adolescente, agindo como se tivéssemos a mesma maturidade de sistemas livres com dois séculos de História. As merdas se avolumam em nome da consolidação de uma República equivocada.

Agora mesmo vemos os políticos, a Justiça eleitoral e os doutos pensadores da pátria vomitarem teses e cuspirem interpretações sobre o amadurecimento do sistema partidário. Na política da fulanização, tentam dar uma face aos partidos.

Desde as primeiras votações diretas em solo nacional, como, por exemplo, para decidir a digestão do bispo Sardinha pelos Caetés ou pela escravização de brancos nos Quilombos dos Palmares, o resultado se deu pela vontade particular de um chefe.

Jamais se votou em partidos no Brasil. Vota-se sempre em pessoas, nos líderes, cuja capacidade de comando e carisma sobrepõem-se as entidades partidárias. De D. Pedro I a Luiz Inácio, o apelo pessoal sempre foi mais determinante que o coletivo.

Até a conquista da independência do Brasil, segundo a ilustrativa versão dos compêndios escolares, só foi possível pelo ato isolado de um príncipe com a espada desembainhada e sugerindo uma votação de urgência num mero acampamento.

Enquanto os senhores magistrados e desembargadores da Justiça Eleitoral buscam a luz da legalidade para o fortalecimento dos partidos, os próprios chefes das legendas – não obstante o discurso pela mesma causa – tentam saídas para salvar particularidades.

O debate nacional sobre a vida partidária é um “samba do afro-descendente com necessidades especiais” (para não fugir ao modismo do politicamente correto), uma verdadeira sopa de letrinhas, só para ilustrar literalmente a bagunça das siglas.

Há muito que eu blasfemo aqui em Portfolio contra os partidos políticos brasileiros, todos intrinsecamente ligados no parentesco dos deslizes. Em três décadas de acanhada democracia, as representações partidárias se confundiram com quadrilhas.

O maior partido do Brasil, que escapou da ditadura militar aos pedaços e com os mais variados interesses de grupos políticos, ideológicos e financeiros - o PMDB – jamais estabeleceu um projeto de Nação porque seus programa e estatuto são nulos.

Depois de 30 anos de formação e amadurecimento, o PT não só adotou as práticas das legendas de direita que combateu, como também assumiu suas feições logísticas. O máximo que conseguiu foi ficar a reboque do prestígio pessoal de um ex-operário.

Assim como votou em Getúlio Vargas e não no seu PTB, ou como seguiu Aluizio Alves e não o (P)MDB, o povo brasileiro vota em Luiz Inácio e não no PT, está prestes a votar em Dilma, não pelo que seja ela ou a sigla, mas porque segue o dedo (quase) invisível de Lula.

Estamos vendo este qüiproquó na área da jurisdição eleitoral, a partir da consulta ao Tribunal Eleitoral, e há quem não perceba o óbvio: a questão das alianças e da fidelidade partidária só não se arruma porque pode desarrumar interesses pessoais.

Porque no Brasil, faz-se discurso pela consolidação de partidos, mas o que se vê na prática são alinhavos e costuras matreiras para salvar comodidades particulares, status quo de pessoa física. Sacaram só o paradoxo? É a tal da fulanização na política.

O que são as questiúnculas geradas com a candidatura de Ciro Gomes, do PSB, senão um entrave nos interesses pessoais e eleitorais de dois governadores da legenda, Eduardo Campos (PE) e Wilma de Faria (RN), que querem Dilma, de outro partido.

Todo o desespero no PMDB potiguar para encontrar uma porta no labirinto em que se transformou as perspectivas de aliança em outubro não é nada mais que um dilema para destrinchar, num só ato, os objetivos ultra hiper pessoais de Henrique e Garibaldi.

Tanto no plano nacional, quanto nos regionais, o PT opera na perspectiva de manter fortalecido o poder conquistado, não pela sigla, mas por Luiz Inácio. No RN, o PT se move em torno de Mineiro e Fátima, quando deveria ser o contrário.

No frigir dos votos, o povo brasileiro vota mesmo é nas pessoas, e essas tais pessoas tocam o maniqueísmo de um jogo político que incorre constantemente num imenso paradoxo que começa sempre com a letra P dos tantos pedaços de mentiras.


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