José Mindlin 1914 - 2010

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Natal, Domingo, 5 de setembro de 2010 |


As províncias espanholas de Soria, Salamanca e Segóvia estão relembrando e comemorando o aniversário das filmagens de uma obra que marcou a história do cinema e que teve os cenários de suas ruas em destaque.
É que está fazendo 45 anos que o diretor David Lean filmou por lá um dos grandes clássicos da sétima arte, o filme “Doutor Jivago”, um roteiro que se tornou épico a partir do romance do escritor Boris Pasternak.
Trata-se da história de um médico e poeta no contexto da revolução bolchevique de 1917, e que depois de prestar apoio ao movimento liderado por Lênin logo se desilude com as mentiras do socialismo e seus preconceitos.
Quando “Doutor Jivago” foi às telas, em 1965, foi como um furacão de emoções no escuro dos cinemas. O drama amoroso do personagem central que dá nome à obra, interpretado por Omar Sharif, envolveu as platéias, divididas – como o coração de Yuri Jivago – entre as paixões da mulher Tânia (Geraldine Chaplin) e da amante Lara (Julie Christie).
Mas o peso maior acabou pendendo para o lado de Lara, por dois fundamentais motivos naqueles tempos: ela representava o povo contra a burguesa esposa, um fato que pesava pela influência intelectual e esquerdista da época, e era a dona da emocionante música tema do filme, composta por Maurice Jarre e que se tornou um clássico do estilo lacrimoso.
Para lembrar e marcar o aniversário de 45 anos das filmagens, as cidades espanholas estão tirando dos baús e das pastas de colecionadores as imagens daqueles dias em que David Lean e seu elenco conviveram com a geografia humana das províncias. São muitas as fotos registrando um momento histórico do cinema mundial (como as duas acima).
Abaixo, o trailer original de lançamento de “Doutor Jivago”:
Veja o video:
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A cena no país do Pacífico é de filme catástrofe, com
multidões deixando as partes baixas e fugindo para os
pontos mais altos das cidades.
Diante da real ameaça das grandes ondas atingirem
a região ainda hoje, foi renovado alerta em toda a ilha.
Os canais americanos de TV Fox News e CNN estão
nesse instante de plantão, filmando ao vivo direto do
Hawaí, com suas equipes instaladas nas áreas mais
altas.
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Lamentável
Diante da decrépita ditadura cubana, governo Lula continua,
conforme o lema de Che Guevara, "sin perder la ternura jamás"
PELA QUARTA vez em seu mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se dispôs a endossar, entre sessões de fotos, tapinhas nas costas e desconversas macunaímicas, o mais ditatorial regime do hemisfério americano.
Sua visita a Cuba, nesta semana, ocorreu num momento especialmente sombrio. O dissidente Orlando Zapata, depois de uma greve de fome de 85 dias, acabava de morrer.
Ativista em prol dos direitos humanos, Zapata fora preso em 2003, numa investida repressiva que levou outros 75 opositores à prisão.
"Foi condenado a três anos", disse o dirigente Raúl Castro, adiantando-se às perguntas dos jornalistas que acompanhavam a visita de Lula. "Foi levado aos nossos melhores hospitais, morreu. Lamentamos muito."
O assessor internacional de Lula, Marco Aurélio Garcia, ecoou solenemente as palavras do ditador: "É lamentável, como disse o presidente Raúl".
Há muita coisa lamentável, com efeito, nesse episódio. Lamentáveis, por exemplo, parecem ser os conhecimentos de aritmética de Raúl Castro, que não explicou de que modo alguém condenado a três anos de prisão em 2003 continuava entre as grades em 2010.
Segundo a Anistia Internacional, a pena do dissidente se elevara a mais de 25 anos de detenção, com base nas prolíficas estipulações da legislação cubana para casos desse tipo.
O código criminal cubano prevê, por exemplo, o "estado de periculosidade", definido como "propensão de uma pessoa para cometer crimes, demonstrada por conduta manifestamente em contradição com as normas da moralidade socialista".
Manifestações consideradas ofensivas às autoridades constituem crime de "desacato", levando a um ano de prisão. Se voltado contra os principais dirigentes do regime, o "desacato" acarreta a triplicação da pena.
A culpa pela morte de Zapata, prosseguiu Raúl Castro, deve ser atribuída "à confrontação que temos com os Estados Unidos".
A base de Guantánamo, onde o governo George W. Bush confinou suspeitos de terrorismo, seria o único lugar da ilha onde se pratica tortura. "Há problemas de direitos humanos no mundo inteiro", acrescentou placidamente Marco Aurélio Garcia.
É o clássico expediente de voltar contra outro país as acusações que se referem, especificamente, à tirania que se quer apoiar. É inegável que Bush maculou as tradições democráticas de seu país a pretexto da "guerra contra o terror".
É também evidente que nunca faltou, nos EUA, liberdade para protestos contra o governo -coisa impensável sob o sistema castrista.
Fortalecer as relações comerciais com Cuba e apoiar a suspensão do contraproducente embargo norte-americano ao país são atitudes corretas da diplomacia brasileira.
Nada disso se confunde com a revoltante "ternura", para lembrar o célebre dito de Che Guevara, que o governo Lula "não perde jamais" quando se trata de emprestar apoio a um regime decrépito, ditatorial e homicida. (Folha de S. Paulo, 27/2/2010)
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Os ingleses eram os donos da casa, mas nem eles mesmos tinham o tamanho do otimismo dos italianos para jogar a Copa do Mundo de 1966. O técnico Edmondo Fabbri comandava uma geração de ouro, com Albertosi, Fachetti, Mazzola e Rivera.
Nas oito cidades escolhidas para sediar os jogos, o ambiente só não era tão perfeitamente lúdico porque havia no ar um sentimento de adeus no show que os Beatles fariam logo após a Copa, em agosto, na cidade americana de San Francisco.
Por mais que as belas canções do quarteto de Liverpool dominassem a cena musical e o estilo de vida dos jovens, era notório que o fim da banda havia chegado. De Londres a Sheffield, craques das quinze nações classificadas compraram discos dos Beatles.
E chegou o dia 19 de julho de 1966, que marcaria a história das copas. Quando o árbitro argentino Ángel Sánchez apitou o final do jogo entre Itália x Coréia, o mundo todo já estava estupefato, e os italianos arrasados, com a magra vitória dos orientais.
O resultado de 1 x 0 para a Coréia do Norte, que ficaria conhecido como a maior zebra de todos os tempos em eventos da FIFA, transformou os últimos três minutos da partida, após o gol solitário de Pak Doo Ik, aos 42, numa epopéia de um povo inteiro.
Pak Doo Ik, que os alfarrábios esportivos registrariam como um dentista, era, na verdade, um tipógrafo e militar das forças armadas coreanas, que davam sustentação e poder ao partido comunista no comando de um regime ditatorial e tirano.
Das 16 seleções que disputaram aquela Copa, a Coréia era a última colocada nas bolsas de apostas das famosas casas lotéricas britânicas. A Itália tinha a quinta posição de um ranking liderado pelo Brasil, que era seguido por Inglaterra, Argentina e Rússia.
A façanha de Pak Doo Ik e de seus companheiros transformou-se num fato quase maior que a Copa e numa surpresa tão ou mais estarrecedora que a separação dos Fab Four. Apesar do regime de opressão, os coreanos festejaram a glória burguesa.
A cidade inglesa de Middlesbourgh nunca mais esqueceu aquele singelo time de futebol, que comemorou em sua madrugada – como meninos diante da primeira Coca-Cola – uma vitória que em nenhuma circunstância era esperada por alguém.
Durante décadas, a aventura coreana ficou restrita aos registros da imprensa européia. Ao final da Copa, vencida pelos ingleses, Pak Doo Ik e os demais jogadores foram até recebidos como heróis e ganharam medalhas de honra ao mérito esportivo.
Só que logo depois, vítimas de preconceitos ideológicos, grande parte da seleção foi perseguida pelo regime ditatorial. Uns foram enviados para campos de concentração e outros expulsos para lugares ermos nas periferias das áreas rurais da Coréia.
Muitos anos se passaram, décadas, até que o historiador francês Pierre Rigoulot, autor do best seller “O Livro Negro do Comunismo”, publicou “The Last Gulag”, revelando a terrível versão coreana para as prisões soviéticas de Stálin, o monstro.
Uma das revelações de Rigoulot, também mostrada num filme do britânico Daniel Gordon, é que Pak Doo Ik e seus amigos pagaram também por um crime praticado após a batalha contra os italianos. Contrariaram a rígida disciplina do partido comunista.
Nas horas de puro êxtase, não contiveram o desejo de festejar o feito e experimentaram os valores burgueses do sexo e da cerveja na noite de Middlesbrough. E ainda pagaram por não conter o gênio Eusébio na virada que tomaram de Portugal por 3 x 5.
Durante o degredo, Pak Doo Ik foi cultuado em silêncio, no vazio do medo, como o verdadeiro ídolo do povo coreano. Os sete sobreviventes da perseguição política são retratados no documentário de Gordon, que precisou de autorização para filmar.
Pak Doo Ik viveu o bastante para sentir a paixão dos seus compatriotas, o respeito e a idolatria por uma arte que ele teimou em exercitar num país dominado por figuras ensandecidas e insensíveis. Sua popularidade jamais deixou de aumentar.
O mundo nem o notou quando aos 70 anos, em 2008, apareceu na TV carregando uma tocha olímpica pelas ruas de Pyongyang no ritual antecedendo as Olimpíadas de Pequim. Era o mais velho entre 56 atletas selecionados para o evento.
Dois anos antes, faltou a um convite da FIFA na abertura da Copa da Coréia/Japão. Novamente estava sendo vítima dos preconceitos ideológicos do seu país, que o proibiu de aparecer como figura célebre numa cerimônia da inimiga nação vizinha.
Pak Doo Ik conseguiu sobreviver como uma lenda na selvageria de um regime que refuta as glórias pessoais, mesmo quando construídas em nome de um povo. Seu talento que gerou o gol histórico perpetuou sua pátria na gíria do futebol italiano: Coréia significa “derrota” ou “tragédia”.
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Assista abaixo um tributo a Pernell Roberts, ator que integrou
o elenco original da popular série western Bonanza, e que morreu
no último 24/01, em Malibú (EUA), aos 81 anos, de câncer.
Entre 1959 e 1965, Perell interpretou Adam, o mais velho dos
irmãos Cartwright na série Bonanza (1959/73), e que voltará
a ser exibida no Brasil a partir de março no canal TCM.
Veja o video:
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A atriz american Jessica Simpson comeu baratas
durante as gravações do reality show "The Price of Beauty"
(o preço da beleza).
Você, caro leitor, comeria a aranha da loura?
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Matt Damon, um dos mais lucrativos artistas da indústria cinematográfica, é um dos candidatos ao Oscar na categoria “ator coadjuvante” por sua participação em “Invictus”, a nova obra de Clint Eastwood e que tem Morgan Freeman no papel de Nelson Mandela.

O ator Matt Damon vai interpretar o papel do ex-senador democrata dos EUA Robert F. Kennedy em um longa metragem baseado na biografia “Robert Kennedy: His Life”, escrita por Evan Thomas, informou hoje o portal Deadline Hollywood.
A notícia, que já foi confirmada pela rede CNN de televisão nesta manhã, foi dada ao site pelo empresário do ator, que informou que o projeto do filme se encontra em fase de pré-produção.
Ainda segundo o Deadline Hollywood, o diretor do longa sobre Bobby Kennedy será Gary Ross, que já dirigiu “Alma de Herói”, “A Vida em Preto em Branco” e está roteirizando “Homem-Aranha 4”. O roteiro será de Steven Knight, o mesmo de “Jornada pela Liberdade” e “Senhores do Crime”.
Para quem gosta da conjuntura em torno da emblemática e poderosa família de políticos americanos, há um filme, com ritmo de documentário, chamado Bobby, dirigido pelo ator Emilio Estevez em 2006 que recomendo. Se baseia na campanha para o Senado e no assassinato do irmão de JFK no Hotel Embassador. A trilha sonora é maravilhosa, uma viagem de volta a 1968.
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Primeiro foi a revista com a primeira aventura
do Superman (capa abaixo) a bater o recorde
na história dos leilões com produtos de HQ,
sendo vendida por US$ 1 milhão.
E agora é a revista com a primeira aventura
do Batman (na foto abaixo), arrebatada por
US$ 1,075 milhão. A edição do Superman
circulou em 1938 e a do Batman em 1939.
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O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o jornalista Luis Nassif
a pagar uma indenização por danos morais ao diretor da revista Veja,
Eurípides Alcântara, agredido pelo acusado em textos publicados
no seu blog do site iG.
A decisão foi tomada ontem (25/2), por maioria de votos na 4ª Câmara
de Direito Privado. A pena, que cabe recurso, foi estabelecida em R$ 100 mil
(Nassif paga R$ 50 mil e o portal iG a outra metade).
Em seu blog, Nassif tem se destacado como um dos maiores defensores
do governo Luiz Inácio e de seus aliados. Nesta semana, vem publicando
constantes e incansáveis artigos em defesa de Zé Dirceu no escândalo
da Eletronet, também conhecido como "Dirceubrás".
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Um iceberg do tamanho do Grão-Ducado Luxemburgo se soltou da plataforma glacial Mertz, na Antártida, após entrar num violento choque com outro bloco de gelo gigante que estava a deriva, o B9B.
Nas últimas semanas foram registrados vários casos de grandes icebergs se soltando das geleiras, mas nenhum tinha as enormes dimensões deste que acaba de se desprender da plataforma Mertz.
Uma colisão como a que aconteceu agora só ocorre a cada 50 ou 100 anos, segundo os cientistas que acompanham o caso. Eles acreditam que o fenômeno tem tanta força que pode afetar a navegação dos oceanos e diminuir o nível de oxigênio das águas no mundo, afetando também a meteorologia.
Os dois icebergs que se chocaram estão agora flutuando juntos a deriva, a uns 150 km da Antártida. O choque ocorreu no dia 12 de fevereiro, segundo informou à imprensa européia o geólogo Neal Young, do instituto Australian Antarctic Division.
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Banda turva
Atuação de Dirceu expõe alianças entre empresas favorecidas
pelo governo e grupos de interesse que se aninham no Estado
A CADA ENXADADA, uma minhoca. Natural da cidade de Passa-Quatro, no sul de Minas Gerais, José Dirceu certamente conhece esse dito popular, segundo o qual basta procurar para encontrar.
E minhocas não parecem faltar quando o assunto são os negócios de consultoria a que passou a se dedicar o ex-ministro do governo Lula. Desde que deixou a Casa Civil e teve o mandato de deputado cassado pela Câmara, em 2005, acusado de ser o mentor do mensalão, Dirceu tem se mostrado uma figura equívoca.
A militância política e a atividade profissional, os contatos no mundo privado e as incursões pelos porões do poder público se misturam nebulosamente na vida deste personagem anfíbio.
O próprio Dirceu, vale dizer, alimenta uma certa mitologia em torno de seu personagem, sem que se saiba quanto disso é lobby de si próprio e quanto corresponde à influência que ainda exerceria sobre setores do Estado e da máquina petista.
Em 2007, numa longa entrevista à revista "Playboy", a certa altura ele explicava seu trabalho nos seguintes termos: "No fundo, o que eu faço é isso: analiso a situação, aconselho. Se eu fizesse lobby, o presidente saberia no outro dia.
Porque, no governo, quando eu dou um telefonema, modéstia à parte, é um telefonema! As empresas que trabalham comigo estão satisfeitas. E eu procuro trabalhar mais com empresas privadas do que com empresas que têm relações com o governo".
Primeiro, há esses telefonemas com exclamação, que mais mereceriam pontos de interrogação. Segundo, há o fato incontestável de que Dirceu trabalha, sim, com empresas que têm relações com o governo.
Como revelou esta Folha, é o caso da consultoria que prestou ao empresário Nelson Santos entre 2007 e 2009, pela qual recebeu R$ 620 mil.
Dono de uma "offshore" num paraíso fiscal, Santos adquiriu em 2005, por R$ 1, uma participação na Eletronet, empresa em processo de falência que o governo Lula planeja recuperar para usar seu principal ativo -uma rede de 16 mil km de fibras óticas- na oferta de internet a 68% dos domicílios até 2014.
É no mínimo uma coincidência sugestiva o fato de que a massa falimentar da Eletronet tenha sido convertida em ouro pelo governo meses depois da contratação de Dirceu por Santos.
Qualquer que seja o desfecho dessa história, ela constitui o mais recente capítulo do que se tem procurado ocultar sob a retórica do "Estado forte" lulo-petista: a aliança entre empresas privadas favorecidas pelo poder e grupos de interesse aninhados no Estado e no partido.
A operação de compra da Brasil Telecom pela Oi/Telemar, que demandou mudanças importantes na legislação e contou com forte injeção de dinheiro do Banco do Brasil e do BNDES, é um exemplo acabado do neopatrimonialismo em curso no país.
Com seu maquiavelismo de almanaque, Dirceu apenas mostra de maneira mais didática o que se tornou diretriz de governo.
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Ela já vendeu milhões de CDs em quase 30 países.
Ouça e veja a holandesa Laura Fygi na bela e suave
interpretação do clássico dos Fab Four, "Till There Was You":
Veja o video:
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O escândalo chamado "Mensalão do DEM", batizado assim
para não provocar no cidadão brasileiro uma confusão de
siglas, posto que já tivemos o "Mensalão do PT" e o "Mensalão
do PSDB", gerou uma série de vídeos que chocaram a
parte menor da sociedade brasileira, aquela que ainda não
meteu a mão na cumbuca generalizada da corrupção.
O vídeo mais famoso foi com o empresário Alcir Collaço,
proprietário do jornal Tribuna do Brasíl, recebendo propina
de R$ 30 mil do secretário de governo do DF, Durval Barbosa,
e colocando a bunfunfa dentro da cueca, num remake candango
do que fez um apaniguado do ex-guerrilheiro Zé Genoíno
(vixe, como tem Zé no PT).
Quando entrevistei em Natal o ex-governador do DF, Joaquim
Roriz, o homem que elegeu Arruda, que inventou Paulo Otávio
e que fundou o PT de Brasília - e que hoje é desafeto mortal de
todos eles - disse que a cena política brasiliense virou uma lama
só e que o "mensalão" pegou todo mundo, inclusive o PMDB.
Lembrei ao meu interlocutor que uma denúncia feita por Alcir
Collaço contra os líderes do PMDB, Michel Temer e Henrique Alves,
havia sido rechaçada por ambos e que inclusive já tinha saído
do foco da mídia que cobre o escândalo.
Roriz deu um risinho lateral, com aquele ar de quem conhece
as conveniências de Brasília. Acha que a denúncia é verdadeira,
que os dois mandatários do PMDB receberam a quantia citada
por Collaço, e insinuou o claro interesse do Planalto em não
deixar o caso respingar no maior partido de sustentação de Lula.
O que Roriz quis dizer é que na guerra político-ideológica-eleitoral
que se trava no País a partir da dicotomia PT-PSDB, a força do
Poder Executivo influencia ações e reações dos outros poderes e
dos órgãos de investigação.
Os jornais desta quinta-feira afirmam que José Roberto Arruda
teve acesso ao inquérito da chamada Operação Caixa de Pandora,
realizada pela Polícia Federal para desbaratar o "Mensalão do DEM"
muito antes da ação policial que o levou à cadeia.
Ora, se até o DEM goza de tais privilégios, por que não teria também
o PMDB o seu quinhão de gozo? Na conversa que tive com Joaquim
Roriz, saí com a impressão - a partir das suas palavras - que o Planalto
tratou de blindar Michel Temer e Henrique Alves, tirando de cena a PF
e desqualificando a denúncia de Alcir Collaço.
No Brasil, nada se pode afirmar, mas também não há como deixar
de desconfiar. O País virou um caminhão de japonês no quesito
corrupção. Lembra um velho samba que fez sucesso na afinada voz
dos Originais do Samba: "se gritar pega ladrão, não fica um..."
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O que diabos Juscelino Kubitschek tem a ver com isso?
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MARCIO AITH e JULIO WIZIACK
FOLHA DE S. PAULO
Ao contrário do que afirma o governo, o empresário Nelson dos Santos, sócio de 25% da Eletronet, diz ter direito a receber um valor que pode passar de R$ 200 milhões independentemente de a companhia ser ou não incorporada à Telebrás, estatal de telecomunicações que deverá ser reativada com o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga).
A Eletronet é uma empresa em processo de falência que a União planeja recuperar para usar seu principal ativo -uma rede de 16 mil quilômetros de fibras ópticas- na oferta de internet a 68% dos domicílios até 2014.
Como revelou a Folha na terça-feira, o ex-ministro José Dirceu recebeu ao menos R$ 620 mil para dar consultoria a Santos. Dirceu nega que tenha sido sobre banda larga.
O governo, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), disse que, independentemente de a Eletronet ser usada como "espinha dorsal" do PNBL, os únicos beneficiados serão os credores.
Nenhum outro grupo empresarial privado ou sócios seriam favorecidos, diz a AGU.
Não é o que acredita Santos. O empresário diz que a autofalência da Eletronet não é culpa dos sócios privados.
"O pedido de autofalência foi feito pela Lightpar [que representa o governo na empresa] e não pela AES [sócia majoritária na época]", disse Santos à Folha antes da publicação da reportagem. Procurado ontem, Santos não quis se pronunciar.
"A utilização da rede compartilhada entre o governo e as empresas privadas foi o objetivo inicial quando da privatização [da Eletronet] e só foi interrompida devido ao pedido de autofalência pela Lightpar", disse Santos.
"A rede, mesmo após a falência, nunca deixou de funcionar, em regime de continuidade de negócios, tendo sido permanente a manutenção da estrutura física."
Por isso, ainda segundo ele, quem deveria negociar com os credores são as empresas estatais que inviabilizaram o funcionamento da Eletronet.
O governo depositou em caução R$ 270 milhões em garantia pelas fibras. Por isso, a Justiça concedeu a transferência por meio de uma liminar. Em janeiro, os credores entraram com uma petição para cassar a liminar, alegando não terem recebido o pagamento. Sem resolver essa disputa, o governo não poderia lançar o PNBL.
Agora, o governo sinaliza que não precisará mais da Eletronet, já que as fibras foram transferidas. Mas, segundo os advogados envolvidos no processo, no estatuto da Eletronet está definido que ela será a única gestora da rede por mais 11 anos. Caso o governo mude de ideia, os sócios privados terão de ser indenizados, incluindo Nelson dos Santos.
O empresário, que contratou Dirceu como consultor entre 2007 e 2009, reforça que o governo tem sócios privados e que, mesmo em posse das fibras, não pode tratar a companhia como estatal.
"Se o governo queria transformar a Eletronet numa estatal, teria comprado a parte da AES quando ela decidiu sair da sociedade. A aquisição foi feita pelo valor referencial de R$ 1, registrando que essa participação da AES foi oferecida à própria Lightpar," disse.
Outro cenário é o de que a controvérsia pela posse das fibras seja resolvida e o governo mantenha a Eletronet como "espinha dorsal" do PNBL.
Nesse caso, a Eletronet, saneada, aumentaria sua receita e faria crescer a participação de Santos. Hoje ela não tem valor, mas, diz Santos, pode passar de R$ 200 milhões caso seja reativada com a Telebrás. (FSP, 25/2/10)
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Lembram do texto que publiquei há alguns dias, falando
de porque não vejo mais a TV aberta brasileira e os motivos
que me levaram a abdicar até dos telejornais?
Vejam o vídeo abaixo, realizado pelo pessoal do CQC e que
foi enviado via Twitter pela @larigabi , a quem sigo e me é
seguidora. Apenas um show de bobagens é o que se faz hoje
na televisão aberta tupiniquim.
Obs. A assertiva do vídeo não tem validade para o jornalismo
escrito. Apesar de alguns idiotas nas redações, não são todos
os imbecis que conseguiriam produzir conteúdo jornalístico
para jornais, revistas e sites. A TV é a fossa da mídia.
Veja o video:
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O retrato da frustração de toda uma geração não foi estampado nos jornais brasileiros. Nos dias de angústia da primeira semana de julho de 1982, a imagem mais representativa da derrota circulou nas capas e páginas da mídia da Europa.
Na granja turística Mas Badó, em Vilademuls, na Espanha, o craque Zico, de cócoras e abraçando os filhos Bruno e Junior, tapava a boca expressando um desapontamento sem tamanho. Do outro lado do Atlântico, 124 milhões de almas na mesma expressão.
Duas décadas depois, um senhor italiano, quase cinqüentão, marcou a data lançando um livro intitulado “Fiz o Brasil Chorar”. Seu nome: Paolo Rossi, as duas palavras que mais remetem os brasileiros a um sentimento de derrota e depressão esportivas.
Algumas semanas antes da triste fotografia de Zico com seus pequeninos, a seleção do Brasil desembarcara em terras espanholas gerando comentários efusivos dos jornalistas de todas as nações. O time treinado pelo mestre Telê Santana resgatara o futebol arte.
Com excepcionais como Zico, Sócrates, Falcão, Júnior e Toninho Cerezo, a seleção brasileira unia a fabulosa capacidade técnica a um sistema tático de beleza e agressividade. Desde a Hungria de 1954 e a Holanda de 1974, não se via algo similar.
O grande cineasta Pier Paolo Pasolini, que sabia também produzir a arte da escrita, disse que – assim como nos códigos da linguagem literária – o futebol se dividia em prosa e poesia. Para ele, os latinos eram poetas do drible e os europeus, prosadores da tática.
Naquela fatídica Copa do Mundo em solo espanhol, terra de poetas e cronistas, o Brasil encantou o mundo com seu futebol poético; até que de repente um adversário tradicionalmente de rigidez tática surpreendeu a plêiade com um poeta a toda prosa.
Paolo Rossi havia sido desde a adolescência um jogador diferenciado no futebol italiano, um garoto magricela que compensava a pequena estatura com uma habilidade enorme e um raciocínio quase a jato quando estava com a bola no pé. E era matador.
Já na Copa anterior, na Argentina, com apenas 22 anos, se destacara como um dos craques da competição, ao lado do argentino Kempes, do francês Platini e do holandês Rensenbrink. Mas em 1980, seu futebol foi interrompido por fatos estranhos.
O já então artilheiro e ídolo da Itália, com mais outros jogadores, foi suspenso por dois anos por participar de um esquema de apostas que contava, necessariamente, com a manipulação de resultados do Calcio. E ficou fora da Azurra nas eliminatórias de 1982.
A vaga para a Copa da Espanha foi conquistada pela Itália, a duras penas, num empate com a Grécia. Fazendo coro com os milhões de italianos, o técnico Enzo Bearzot sonhava com o baixinho Paolo Rossi na convocação definitiva da seleção.
A Justiça Desportiva não poderia escolher melhor período para liberar o craque. Em 29 de abril de 1982, faltando pouco mais de um mês para a Copa – e com o povo italiano apreensivo com duas derrotas seguidas em amistosos – Rossi estava disponível.
Aqueles mais velhos que viram Pelé ressurgir em fibra e músculos, aos 29 anos, no México de 1970, ou os mais novos que se admiraram na recuperação de Ronaldo no Japão e Coréia de 2002; somem seus testemunhos que o resultado será Paolo Rossi.
Nem italianos, nem brasileiros, talvez o mundo, até hoje não conseguem encontrar a explicação mais lógica para aquele jogador que em apenas metade da competição fez o equivalente a muitos craques em várias copas. Rossi foi um possesso em três jogos.
A Itália pouco fez na primeira fase, classificando-se com 3 empates e uma grande dose de sorte. E veio então o adversário mais difícil, a seleção que dava espetáculos, o Brasil de Zico & Cia. Mas foi o franzino italiano quem roubou a cena, quem quebrou a rima.
Lázaro de volta à vida, Paolo Rossi destruiu o castelo de sonhos de uma geração de craques, entortou zagueiros, fugiu dos volantes, roubou bolas, virou um aríete azul.
De repente, não mais que de repente, a prosa se transformou em poesia e o ídolo da Azurra recuperou em 90 minutos o seu futebol mágico que estava perdido, contido há dois anos. Os três gols de Paolo Rossi foram como três sonetos a nos quebrar a emenda.
Calou os poetas do Brasil, depois marcou mais dois gols e mandou para casa os disciplinados poloneses, e na grande final abriu o caminho contra a Alemanha e saiu da Espanha artilheiro e campeão do mundo. O povo italiano tinha de novo o seu craque.
Aquela foto de Zico com a mão na boca parece conter até hoje o grito de uma geração de ouro. E uma outra foto, de Paolo Rossi, horas depois de derrotar o Brasil, sozinho assistindo ao vídeotape, é sem dúvida a de um artista contemplando a sua obra.
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Minha conversa com Joaquim Roriz, A verdade é que, mesmo sendo um alvo predileto de militantes de esquerda, intelectuais e de promotores públicos, Joaquim Roriz está consciente das regras da batalha porvir. Sabe tudo sobre todos. Porque em Brasília, todos são suas crias. Até o PT.
um misto de ACM e José Sarney
Há alguns anos, o advogado potiguar com banca em Brasília, Eri Varela, telefonou para o ex-governador do Distrito Federal, seu constituinte Joaquim Roriz. A conversa foi gravada e tumultuou o ambiente político e jurídico do Planalto Central.
Varela espinafrou José Roberto Arruda, que naquele momento já não mais era aliado de Roriz, de quem herdou muitos votos para se tornar líder da política brasiliense. A menor acusação que os dois fizeram no telefonema foi chamar Arruda de “ladrão”.
Em dado momento da conversa, Joaquim Roriz diz que José Roberto Arruda organizou uma quadrilha para roubar os cofres públicos do governo do DF. Durante um certo tempo, a Justiça Eleitoral proibiu a publicação do tal telefonema, que vazou depois.
O tempo passou e neste 2010 o governo de Arruda se desmanchou num dos maiores escândalos da política nacional, levando o governador para detrás das grades, provocando um alvoroço na cena política de Brasília e tremores no DEM.
Por diversas vezes, agindo como o suicida que não quer afundar sozinho, Arruda construiu uma tese de defesa acusando o ex-aliado e agora desafeto Joaquim Roriz de comandar uma trama para enlamear seu governo e sua conturbada reputação.
Para não rodopiar no olho do furacão, o velho cacique do DF saiu de lá e veio curtir seu silêncio no meio do silencioso carnaval de Natal e adjacências. Roriz passou o feriadão de Momo entre a praia de Touros, uma fazenda em Poço Branco e os restaurantes de Natal.
Na quinta-feira, depois que o blog Alexmedeiros.com divulgou em primeira mão sua presença em solo potiguar, conseguí um contato com Joaquim Roriz e fui ao seu encontro, no apartamento de um parente dele, no bairro de Capim Macio.
Me recebeu de bermudas, camisa listrada em branco e preto e descalço, oferecendo um forte aperto de mão e um sorriso discreto. Durante três horas papeamos sobre a conjuntura de Brasília, saboreando café, suco de maracujá e fatias de manga espada.
Joaquim Domingos Roriz, que fará 74 anos em agosto, foi o último governante do DF que não precisou de votos; foi nomeado. Começou a carreira política como vereador em Luziânia e na primeira eleição direta do DF, em 1988, voltou ao Palácio Buriti.
Eleito três vezes governador e uma vez senador, é o político mais popular e mais envolvido em polêmicas e processos da História de Brasília, sendo às vezes comparado aos chamados coronéis da política nordestina, como ACM e José Sarney.
Roriz não esconde a satisfação quando avalia o inferno que desceu sobre Arruda e Paulo Otávio, ambos considerados seus alunos e apadrinhados no contexto candango e que se viraram contra ele com o advento da administração e do poder nas mãos dos dois.
Antes do tal “mensalão do DEM”, a vida política de Joaquim Roriz parecia se encaminhar para a aposentadoria. Durante as últimas décadas ele venceu os três grandes adversários, Cristovam Buarque, o PT e José Roberto Arruda.
Quando se imaginava que estivesse inepto, vencido pela força do governo do DEM ou ameaçado pela aura de honestidade de Buarque e pelo populismo canhestro petista, eis que seu nome ressurge como o grande favorito para o pleito de outubro.
Com Arruda na cadeia, Buarque sonhando com a reeleição ao Senado e Paulo Otávio pressionado entre a opinião pública – que o quer fora do Buriti, e a esposa Ana Cristina – que o obriga a manter-se no poder, só resta o PT como inimigo ainda de pé.
O problema, para seus desafetos, é que os únicos nomes petistas são fracos de urna em Brasília, o deputado Geraldo Magela (que já tomou uma surra de votos de Roriz) e o ex-ministro comunista Agnelo Queiroz, queimado nas elites e ignorado no povo.“
As coisas de repente ficaram tão boas, que às vezes eu penso que se melhorar estraga”, diz o pajé do Planalto Central, preocupado em se manter calado enquanto queima a fogueira nos lombos de Otávio e de Arruda. Natal virou esconderijo contra o assédio da mídia de Brasília.
Meu celular tocou. Era o jornalista Lauro Jardim, da revista Veja, já ciente da presença de Roriz no RN e do seu encontro comigo. Me pediu para fazer duas sondagens com o poderoso do fraco PSC: se é mesmo candidato ao governo e se foi procurado pelos tucanos.
Joaquim Roriz faz arrodeios, mas não consegue esconder na face e nas palavras uma quase decisão de encarar o cavalo selado. Nas últimas sondagens em BSB, apareceu com 49%, contra 12% de Magela (PT). A tentação não é coisa pra se descartar.
Pergunto se já dá para perceber o reaparecimento das espécies políticas que respiram a perspectiva de poder. “Começam a se chegar, não só do Distrito Federal”, diz. Noto que é quase impossível, a essas alturas, negar o desejo de mais uma candidatura.
Quanto à segunda sondagem, prometida ao colega da Veja, sobre o assédio do PSDB, me revela em primeira mão que antes de embarcar para Natal recebeu em casa a visita do senador Sérgio Guerra e do super secretário Eduardo Jorge, o escudeiro de FHC.
Em nome da candidatura de José Serra, os tucanos oferecem céus e terras para o inimigo do governo local. Roriz não quer a companhia do DEM no seu palanque e nem os tucanos no ninho de Paulo Otávio que é o Palácio Buriti. O PSDB topa tudo.
Sergio Guerra ofereceu o controle do diretório brasiliense, Eduardo Jorge prometeu estudar com interesse a perspectiva de o partido ter Roriz no comando dos quadros, inclusive acrescentando gente da sua confiança nos cargos diretivos.
Quando pára pra pensar na conjuntura político-policial do DF, Joaquim Roriz esquece os pruridos em relação à antiga conversa telefônica com o advogado Eri Varela e até relaxa nas palavras: “parece que estava profetizando quando falei da quadrilha”.
Assim como ACM conhecia minuciosamente a geografia humana e ideológica da vida partidária na Bahia, o velho agropecuarista sabe com detalhes os perfis que habitam seu mundo, como se todos fossem tão próximos quanto às vacas premiadas que ele tem.
Discorda de todas as interpretações da imprensa e dos políticos sobre a marcha-ré que Paulo Otávio deu na renúncia anunciada na última quinta-feira, quando surpreendeu todos. “Ele renunciou à renúncia porque a mulher dele exigiu e ele obedece”.
Assim como José Roberto Arruda ou como PT candango, que ele ajudou a fundar no começo dos anos 1980, Paulo Otávio também entrou na vida política por suas mãos. O empresário é genro de Márcia Kubistchek, que também é cria de Joaquim Roriz.
A filha do presidente “bossa nova” virou vice-governadora dele em 1990, mas também, como todos os demais afilhados, se afastou dele. A compulsão da mulher pelo poder sempre foi proporcionalmente igual à sua sede por certos produtos líquidos.
Sua filha Ana Cristina, que cresceu no ambiente efervescente e caliente do poder em Brasília, aprendeu a lição e quando virou primeira dama PO, sigla que identifica o marido, nunca mais admitiu sair da sombra do glamour que envolve a política.
Joaquim Roriz sabe que por mais visado que ele seja nas hostes petistas, nas rodas da elite local e nos ambientes jurídicos, suas chances de governar pela quinta vez o Distrito Federal são outra vez concretas e até fáceis. As peças do tabuleiro oposto são quase as mesmas.
Com Arruda e Otávio fora do páreo, com os lulistas Geraldo Magela e Agnelo Queiroz sem empolgar o povo e com Cristovam Buarque temeroso de perder a cadeira no Senado, dificilmente surja um nome novo para enfrentá-lo, a não ser um fenômeno em tempo recorde.
Ele voltou para Brasília no domingo e desembarcou na cidade que só tinha olhos para os jogos de futebol do Rio de Janeiro e São Paulo. Espera manter uma equidistância semelhante para não antecipar a hora de um jogo que lhe dá vantagem.
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